Um blog original e imparcial sobre a categoria máxima do automobilismo. Neste espaço você irá encontrar notícias comentadas, vídeos, fotos, curiosidades, análises, história e muita opinião.
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Repercussão
domingo, 6 de julho de 2008
Quem passa?
Leiam lá, comentem aqui.
GP da Inglaterra
Eu sempre aposto no Räikkonen. É o piloto mais rápido, atualmente, e dirige uma Ferrari com o número 1 na frente. Foi ótimo na corrida, ganhando uma posição na largada, e depois passando Kovalainen. Vinha seguidamente melhorando seus tempos e diminuindo vantagem para Lewis. Tinha 1,6 segundos de desvantagem para Hamilton quando foi fazer a sua parada. Mas aí, a estratégia de não trocar os pneus - diga-se de passagem, naquele momento exato, era o melhor a se fazer - acabou o traindo quando uma forte pancada de chuva aconteceu, já na volta de retorno.Com isso, Hamilton sobrou. Foi soberano. Uma atuação de gala, em que pese uma breve rodada, no início da prova. Sua distância final foi de 68 segundos para o segundo colocado. A partir do 4º, deu uma volta. Lembra algumas corridas de antigamente... O inglês, que está sofrendo com o peso de liderar a McLaren e que está deixando a vaidade subir à cabeça (prometeu, por exemplo, fazer 15 pódios seguidos, antes de bater na traseira de Raikkonen, no Canadá, e de tirar em 11º na França), se recuperou, e agora lidera o mundial: tríplice empate nos pontos, mas Lewis vence no desempate.

sexta-feira, 4 de julho de 2008
David Coulthard, out!
Em 2001, como já falamos, o escocês terminou novamente à frente de Mika, mas por conta da desmotivação do finlandês, que se aposentou naquele ano, abdicando, inclusive, de disputar o último GP. Em 2002, com a chegada de Kimi Räikkonen, mais uma vez Coulthard terminou o mundial à frente do companheiro, mas a temporada de 2003 mostrou que Kimi logo logo seria campeão mundial. Coulthard venceu a prova de abertura, mas Kimi terminou com 40 pontos a mais. Foi sua última vitória.
Em 2004 ele seguiu na McLaren, mas sem nenhum brilho, embora o carro fosse realmente ruim. Kimi venceu uma corrida, na Bélgica. Em 2005, o escocês se muda para a Red Bull, e consegue um ótimo pódio em Mônaco, 2006. Como já mencionado, no Canadá, esse ano, voltou a freqüentar o lugar de destaque. E é ali que ele gostaria de terminar esse ano.
quinta-feira, 3 de julho de 2008
Alonso e Hamilton = Piquet e Mansell
QUE FIQUE REGISTRADO QUE CONSIDERAMOS HAMILTON MUITO MELHOR QUE VILLENEUVE, E UM DOS 3 MELHORES PILOTOS ATUAIS.
Piquet vs. Mansell, Alonso vs. Hamilton
Então, na temporada de 1987, Piquet entrou decidido a não desperdiçar suas chances de conquistar o tricampeonato. Declarou guerra: ele contra todos. Correria sozinho. Não haveria time. Logicamente que ele teria mecânicos, engenheiros etc, mas seria meramente profissional. A "camaradagem" ficou p'ro lado de Mansell. E o inglês venceu nada menos que seis corridas no ano, o dobro do brasileiro. Mas a constância de Nelson, aliada à inconstância de Nigel, lhe proporcionou o título. Só que mesmo tendo vencido o campeonato, era impossível para Piquet continuar na Williams. Inclusive, o brasileiro teve fortes atritos com Patrick Head, o diretor-técnico, que se estendem até hoje – muitos consideram esse como um dos motivos para que Nelsinho Piquet tenha como única porta na F1 a Renault de Briatore.
O que estou tentando demonstrar é como a imprensa inglesa conseguiu criar algo inexistente, tudo para satisfazer seu ego de "um dos berços do automobilismo". Toda essa palhaçada (que me perdoem os palhaços, profissionais de primeira linha) começou no GP de Mônaco, após uma declaração afoita de Lewis Hamilton, questionando a "mudança de estratégia de equipe". Foi o que bastou para tudo cair por terra. A BBC tomou para si o fardo do piloto preterido, do "antipatriotismo" da McLaren, e começou a especular, espalhar boatos, dar "furos" de reportagem direto da FIA (sendo que a própria FIA os desconhecia). Pressionaram tanto, que a entidade máxima do automobilismo resolveu "passar a limpo" a situação ocorrida na pista. Resultado: nada de irregular constatou. Mas o estrago já estava feito: com todas as notas de imprensa, a imagem de Alonso passou a ser pichada e questionada: ele deixou de ser o líder do campeonato, mesmo liderando; não era mais ele o mais jovem piloto a vencer e fazer pole na Fórmula 1, mesmo continuando no topo dessas estatísticas; Passou a não mais ser o principal responsável pela evolução de um carro que ano passado não ganhou nada.
Os ingleses, além de tendenciosos, carregam o estigma de um jornalismo no pior estilo "The Sun", os tablóides, que chegam a ser mais ridículos do que qualquer "Caras" da vida. E esses jornais são famosos justamente por fomentarem polêmicas, especulações, etc. Ron Dennis, irritado com tudo isso, disse: "(Alonso e Hamilton) São dois jovens que jogam Playstation juntos. São apenas competidores. A Imprensa distorce cada palavra do que é dito por eles". Só que agora não tem mais volta. Agora nem Mahatma Gandhi e Martin Luther King juntos trariam paz à McLaren outra vez. Nada que venha a ser dito pelos dois daqui p'ra frente, ou pelos dirigentes, será visto com outros olhos que não os da desconfiança; tudo será motivo para manchete, especulação, verdadeira "lenha na fogueira". A tudo isso a imprensa inglesa batizou de "Civil War" (Guerra Civil). Acontece, porém, que depois da estratégia do "ah, eu também quero" visto em Mônaco – que surtiu grande efeito, sim, uma vez que Alonso chegou a declarar não estar se sentindo confortável na equipe –, os ingleses (com uma grande aliada no Brasil) partem para a provocação inversa: agora não mais reclamam de privilégios ao espanhol, e sim enaltecem, cega e incessantemente, seu conterrâneo.

Alonso passou a ser "o cara que está num inferno astral", aquele que "sentiu a pressão", o que "está errando sucessivamente", que "não consegue acompanhar". Aquele que desbancou Schumacher passa a ser considerado alguém que só ganhou o título porque "teve o melhor equipamento aliado a falhas nos carros dos rivais". Hamilton tornou-se a prova de que ele "não é grande coisa". E o epíteto de "fenômeno", ou "novo gênio", etc, é a nova moda, a nova lei. E Lewis Hamilton é o dono dele: ele é um fenômeno, ele é o novo gênio da fórmula 1. É difícil dizer isso sem ser tachado de viúva, xenófobo ou mesmo racista (sim!), mas ele não é nenhum fenômeno, nenhum gênio. Pode vir a ser um dia, mas não o é. Hamilton tem muito pó p'ra cair na viseira, pista molhada p'ra aquaplanar, ultrapassagens arrojadas p'ra realizar, provas de recuperação p'ra emocionar. E daquela que seria a maior prova que ele poderia nos dar, Hamilton já foi dispensado: o de pilotar carros de segunda linha. Ele tem feito jus ao equipamento que tem. O que não é demérito, mas não pode se tornar um feito histórico.