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quarta-feira, 20 de abril de 2011

GP da China

Lewis Hamilton é o único com reais chances de superar Sebastian Vettel. Isso foi comprovado, mais uma vez, nesse domingo.

Apesar de não ter tido um início de prova perfeito (ok, ele ultrapassou Vettel, mas não conseguiu ameaçar Button), ao longo dela foi conquistando a vitória aos poucos, somando a estratégia da equipe e a rapidez do piloto – Hamilton marcou a segunda melhor volta, só atrás de Webber que tinha os pneus perfeitos na reta final do GP.

Sem dúvidas, a melhor imagem de Hamilton no fim de semana foi sua ultrapassagem sobre Button no início da volta 36, quando o companheiro de equipe até ameaçou uma fechada de porta mas foi prudente ao evitar uma batida.


O fato de Lewis ter alinhado nos boxes quase no tempo limite após resolver um grave problema de vazamento de gasolina dá ares épicos à vitória, e as lágrimas do piloto são mais que justificadas. Ele, com esse triunfo, ultrapassou de uma vez só os lendários Jack Brabham, Emerson Fittipaldi e Graham Hill em número de vitórias, e agora é o 15º maior vencedor da história da categoria.

Pessoalmente apostaria, sem hesitação, em Hamilton num embate direto com Sebastian Vettel. Acontece que eu não colocaria meu dinheiro na McLaren contra a Red Bull...

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Digo isso principalmente pela maravilhosa corrida de Mark Webber: o australiano, que veio de uma horrorosa qualificação (caiu no Q1 sem problemas visíveis), chegou em terceiro e poderia ter vencido em mais algumas voltas.

A questão, nesse caso, pode ser explicada por uma frase Fernando Alonso após a corrida: “de nada adianta uma boa estratégia quando o carro não é rápido. Webber, por exemplo, mostrou que é possível fazer três paradas e chegar na frente se o carro for realmente bom” .

Quando, na minha última coluna, mencionei a frase de Christian Horner dizendo que esperava uma diferença menor entre Mark e Sebastian, me referia justamente a isso: claro, ninguém pode dizer que Webber é mais piloto do que Vettel, mas, quando no seu dia, o australiano pode fazer frente e até mesmo superar o mais jovem campeão mundial de todos os tempos.

Só que tem muitas coisas envolvidas nos bastidores. E o final, todo mundo já sabe.

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Marcas

Um recorde interessante alcançado na prova da China: foi a prova com o maior número de pilotos cruzando a linha de chegada em toda a história da Fórmula 1: 23. A marca anterior, 22 pilotos, pertencia ao GP da Inglaterra de 1952 (!).

Epic Fails do GP:

1) Toro Rosso e o pneu (não) colocado no carro de Jaime Alguersuari. A equipe foi multada em 10 mil euros.

2) A batida de Sérgio Pérez em Adrian Sutil. Pérez conseguiu ser punido duas vezes no mesmo GP.

3) Jenson Button e seu pitstop: o piloto foi ao local destinado à Red Bull. Com isso, perdeu a posição para Vettel e a chance de chegar ao pódio.

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Briatore deve estar rindo à toa: à Ferrari só resta a sorte.

A Ferrari está amargando papel de coadjuvante em 2011

Mais uma corrida pífia da equipe italiana, sendo superada pelos outros quatro times 'de ponta' de modo aparentemente fácil: toda vez que os McLaren, Red Bull e a Mercedes (com Nico Rosberg) tiveram chances de se aproximar dos carros da Scuderia, obtiveram sucesso. Somente Schumacher não conseguiu superar Alonso, tendo protagonizado boas brigas com o bicampeão, que por duas vezes esteve atrás do hepta e ultrapassou-o.


Porém, isso está longe de ser suficiente.

Diferentemente da Malásia, na China Massa foi realmente melhor do que Alonso na corrida, e isso se deveu, mais uma vez, à largada. Fernando tem feito inícios de prova realmente ruins nesse começo de temporada – sem tirar os méritos de Felipe. As poucas chances que o espanhol tem se esvaem logo na primeira curva e, invariavelmente, ele precisa protagonizar recuperações.

A Felipe, vencer Alonso é realmente um objetivo claro e necessário. Porém, assusta a forma com que muitos têm tratado esse duelo: parece que Massa está disputando a “Copa Jim Clark”.

Já surgiram algumas declarações após a etapa de Shanghai, que dão conta de um descontentamento geral: por parte do espanhol, “precisamos melhorar nosso equipamento em todos os aspectos” . Já o poderoso chefão Lucca di Montezemolo disse que a Ferrari está em um “momento muito delicado” e quer “uma reação imediata".

A promessa é de que na temporada europeia a coisa melhore, pelo menos um pouco.

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Tenho um amigo que disse que “depois que os italianos voltassem a controlar a Ferrari, a coisa iria descambar” . Talvez ainda esteja cedo pra falar que sim, mas parece que ele estava certo.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Ferrari y Santander

Vejam esse excelente comercial produzido pela parceria entre o banco e a equipe de Fórmula 1 (a versão brasileira é mais curta, e não mostra tantas imagens históricas do esporte, como o pódio de Lauda e Fittipaldi):


Palpites para o julgamento de amanhã? Acredito que a Ferrari perderá os pontos de construtores no GP da Alemanha (exatamente como aconteceu com a McLaren no GP da Hungria de 2007, lembram?), mas a pontuação dos pilotos será mantida.

As outras possibilidades seriam: num extremo, a exclusão dos pilotos da corrida, o que só pode ser visto como uma tentativa de "equilibrar" o campeonato, colocando Vettel novamente na disputa com Hamilton e Webber. No outro, apenas uma nova multa.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

GP da Malásia - Comentários

Já está no GP Total a coluna "Tilkeanas", que faz uma análise do GP da Malásia e fatores envolvidos na corrida.
Podendo, leiam.

domingo, 14 de março de 2010

GP do Bahrain - Comentários

Não vamos aqui falar sobre os acontecimentos da corrida: isso fica (muito) bem no comando dos amigos Lucas e Márcio, do Última Volta. Iremos comentar outros fatores.

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Um dado chama a atenção: Alonso fez o melhor tempo no terceiro treino livre, e no Q1 da classificação. Foi, também, o autor da melhor volta do da prova. Vettel marcou o melhor tempo no Q2 e no Q3, ao passo que os motores Mercedes foram as comandantes dos dois primeiros treinos livres (Nico Rosberg, Lewis Hamilton, Michael Schumacher e Jenson Button, nessa ordem).

Não sei em que medida isso pode explicar os desempenhos de hoje, mas é possível ver um padrão: o Q1 geralmente é onde os carros atingem os melhores tempos do fim-de-semana, e o treino livre de número 3 normalmente é o que melhor "simula" as condições de um GP.
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Estatísticas de Fernando Alonso:

1) Como dissemos na sexta-feira, Alonso já havia vencido no Bahrain outras duas vezes, e com esta torna-se o maior vencedor dessa recente etapa.

2) Ele tornou-se apenas o terceiro piloto a vencer pela Ferrari em seu primeiro GP: antes dele, Nigel Mansell (no Brasil, em 1989) e Kimi Raikkonen (na Austrália, em 2007) conquistaram o feito.

Kimi, no ano citado, e Jody Sheckter, em 1979, são os únicos a vencerem o 1º campeonato pela Ferrari.

3) Alonso conquistou sua 22ª vitória na F-1, o que o coloca ao lado de Damon Hill. O espanhol e o britânico aparecem na 10ª posição geral na estatística dos vencedores de todos os tempos: Piquet (23), Fangio (24), Clark e Lauda (25), Stewart (27), Mansell (31), Senna (41), Prost (51) e Schumacher (91) vêm à frente.

Até onde ele chegará?...

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A vitória de Alonso e a pole/liderança de Vettel confirma os testes de pré-temporada: Ferrari e Red Bull estão um passo à frente das rivais. A performance da equipe austríaca, porém, fica comprometida pelo desempenho apagado de Webber e pelo problema mecânico enfrentado por Vettel. Por isso, a Ferrari deve ser vista como o melhor conjunto do ano até aqui.
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A "hierarquia" das quatro principais equipes me parece estar muito clara, faltando apenas Schumacher reencontrar seu ritmo para estabelecer de vez a questão 1-2 interna: Alonso, Hamilton e Vettel (principalmente os dois últimos) foram sensivelmente superiores a seus companheiros de equipe nesse fim-de-semana.
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Apesar de todos os elogios, etc, a temporada da F-1 não comçou tão empolgante quanto querem que seja. O número de ultrapassagens foi baixo, e estas aconteceram em finais de reta, principalmente. Tivemos algumas boas brigas, mas nada de extraordinário. Tanto Lewis Hamilton (3º) quanto Michael Schumacher (6º) apontaram o vilão: o novo regulamento.
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Falando em regulamento, o atual campeão mundial - de quem deveríamos esperar muito - Jenson Button explicou sua apatia na parte final da corrida: "conservei demais os pneus", disse.
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Extremamente cômico o Sr. Bueno declarando Fernando Alonso como vencedor ao fim da penúltima volta.
Mas ele acertou, não é mesmo?

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Mais um ano se passou... - parte 3

Só para que os leitores saibam: está no ar, no GP Total, a coluna "Top 10", que repdrouz na íntegra o material já postado aqui anteriormente.
De novo, as fotos lá postadas e, claro, o layout -- bem melhor.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Mais um ano se passou...

Chegamos agora ao final de mais uma temporada da Fórmula 1, a sexagésima.

Junto à de 1982, pode ser dita a mais estranha; se assemelha bastante à de 1999, por ter vários vencedores (6), ainda que polarizada por duas equipes, e com um piloto ferrarista fora do campeonato em virtude de acidente; lembra as de 1992 e 2004, pelo início absolutamente enfadonho. Mas foi uma temporada singular no que diz respeito a surpresas. Algumas positivas, outras negativas. Vamos ao "Top 10".
Surpresa 1: Brawn GP
Uma equipe anuncia sua "entrada" pouquíssimo tempo antes do início da temporada e substitui a Honda de horrorosos desempenhos: tem como dar certo? Claro que o pensamento seria: não. Mas deu.
A começar pelos testes: me lembro de ter visto com surpresa e descrença os tempos --invariavelmente, recordes-- registrados tanto por Barrichello quanto por Jenson Button. Em seguida, a estreia na categoria e uma dobradinha nos treinos. Na corrida, o mesmo.
A história de ficção continuou com um dos pilotos vencendo nada menos que seis das primeiras sete corridas e garantindo o título praticamente ali. Depois, na Inglaterra, o romance começou a se findar, com o avanço de outros times.
Mas ainda houve momentos de lampejo, com duas vitórias (uma dobradinha) em momentos onde não se apostava no time inglês. E o final foi tão épico quanto o início: campeã de pilotos e construtores.
Surpresa 2: Jenson Button
O tosco Briatore, com um quê de inveja, atacou os pilotos da Brawn quando, no início do campeonato, eles estavam arrebentando - ou melhor, Button estava. O fanfarrão disse que Button era um "ex-desempregado" e que não podia acreditar no que acontecia.
No entanto, ainda que poucos nutrissem o mesmo desprezo, é difícil aceitar a ideia de que alguém acreditasse.
Apesar do conservadorismo quase judaico de Button na segunda metade da temporada, o desempenho inicial foi algo arrasador, e encontra poucos paralelos na história da categoria - só mesmo os dias mais inspirados de Michael Schumacher & Ferrari.
Button nunca fez o estilo brilhante, arrojado ou "Tutto Cuore". Fez mais o estilo frio, estrategista e que, em determinados dias, podia ser (bem) mais rápido que a concorrência.
Dou destaque para suas vitórias no Bahrein (partiu em quarto e conquistou posições logo de início) e em Mônaco (porque vencer em Monte Carlo, tirando o Olivier Panis, é coisa para os grandes).
Button passa para a história talvez abaixo dos não campeões Moss, Peterson, Gilles e Ickx. Mas, qual compatriotas Damon Hill, Mike Hawthorn e James Hunt, teve seus méritos e soube aproveitar as oportunidades muito bem.
Assim como no campeonato brasileiro de pontos corridos, no mundial de F-1 sagra-se campeão aquele que se prepara melhor e erra menos ao longo da temporada.
Surpresa 3: Rubens Barrichello
No começo do ano, era dado como morto - mais que a própria Honda. Era motivo de piadas e chacotas das mais tacanhas possíveis. A tônica geral era: "está acabado", "ninguém o quer" e "é uma m...". Feito o anúncio de seu contrato, a surpresa foi enorme.
Depois, a competitividade dos Brawn trouxeram ainda mais expectativas. O início foi ruim, especialmente comparando-se ao companheiro de equipe, o que fez com que as mesmas piadas voltassem e até se tornassem mais raivosas.
Erros do piloto - Austrália -, estratégias equivocadas - Espanha, Alemanha -, além de dias obscuros - Hungria - fizeram com que a esperança quase acabasse.
Mas passado o período de domínio de Button, Barrichello ficou ainda mais forte e fez o que se esperava: Dos últimos 10 treinos, foi mais rápido que Button em 9; marcou 8 pontos a mais nesses GPs; terminou metade das vezes à frente, outra metade em posições inferiores.

Entretanto, em muitas dessas 5 "derrotas" teve desempenhos notoriamente melhores em performances que foram castigadas por infortúnios (Cingapura, Brasil e Abu Dhabi), justamente na reta final. Obteve duas ótimas vitórias e uma bela pole, contra apenas dois pódios do companheiro de equipe.

Só que era tarde demais, e não apenas Button mas também Vettel superou Rubens na tabela.

Por fim, conseguiu um contrato com outra equipe, tornando-se agora, além de recordista em GPs, o piloto presente no maior número de temporadas.
Surpresa 4: Lewis Hamilton
Surpreendeu negativa e positivamente: a parte negativa veio, principalmente, por conta do episódio do GP da Austrália, em que mentiu de forma clamorosa aos comissários. Também pode-se dizer que (e aí a culpa maior é da McLaren) esperava-se mais de um campeão mundial, especialmente no início da temporada, com as lendárias cinco etapas sem pontos.
Mas a sua ascensão na parte final do campeonato (foram 5 pódios nas últimas 8 corridas, sendo duas vitórias), quando foi o piloto que marcou o maior número de pontos --40--, mostrou o verdadeiro talento que tem. Houve um tropeço em Monza, que fê-lo voltar a ser questionado, mas a vitória na etapa seguinte selou as dúvidas.
Encerrou o ano na frente, com uma pole e uma provável vitória em Abu Dhabi -- que só não se concretizou por conta daquela que foi a primeira falha mecânica da carreira de Lewis (!).
Surpresa 5: Ferrari
Assim como Hamilton, surpreendeu de maneira positiva e negativa.

A parte negativa fica por conta do pior início de temporada em toda a história da "Scuderia". Um carro mau concebido, muito em parte pelo desenvolvimento excessivo do projeto de 2008, a proibição de testes e as mudanças de regulamento - que fizeram outras equipes largarem à frente da Ferrari - foram fatores que determinaram esse fracasso.

No entanto, os desempenhos de Kimi na segunda metade da temporada (o oposto da Brawn) merecem o destaque positivo: a vitória na Bélgica e os 4 pódios seguidos foram uma demonstração de muito trabalho por parte da equipe italiana. No entanto, assim como Lewis, esperava-se muito mais da campeã de construtores.

Ficaram dois problemas pendentes para Alonso e Massa: a falta de rapidez nos treinos, e a impossibilidade de bom rendimento em pistas de rua - apesar do pódio em Mônaco, lá no início.
Surpresa 6: Force India

Poderíamos citar Giancarlo Fisichela como a grande surpresa, mas seu desempenho aquém do esperado na Ferrari faz com que não seja ele o escolhido.

No entanto, o que aconteceu em Spa, muito mais que a vitória de Kimi, foi um desempenho absolutamente histórico. Não houve a repercussão necessária e merecida. A Force India passou de "a equipe que jamais pontuou" (nem na versão anterior, a Spyker) para uma pole-position e a segunda colocação na corrida.

Podemos dizer, também, que a vitória de Kimi em muito se deveu ao poder do KERS --vide ultrapassagem pós Eau-Rouge--, inexistente na Force India. Analisado isoladamente, o feito da Force India em Spa/2009 se assemelha à Toro Rosso em Monza/08, à Toleman em Mônaco/84 e à Arrows na Hungria/97.
Como que para reforçar o merecimento da equipe, Adrian Sutil conquistou um memorável quarto lugar no GP da Itália, etapa seguinte.
Surpresa 7: Red Bull

Mesmo que possamos ponderar mil vezes o desempenho da Red Bull, falando sobre os motores Renault ou da enorme quantidade de dinheiro que é investida na equipe, continuaremos sem explicar a belíssima temporada do time austríaco.
A escuderia, que até ano passado contou com o trabalho de David Coulthard, havia obtido como melhores resultados três terceiras colocações: Mônaco 2006 e Canadá 2008 com Coulthard, e Nurburgring 2007 com Webber. Só esse ano, foram 5 vitórias e 5 poles, além de outros 9 pódios. Foram 4 dobradinhas, fazendo vom que seja a equipe que mais conseguiu fazer 1-2 nos GPs (A Brawn obteve 3).
Esses fatores são indicativos suficientes para que se coloque a equipe como uma das grandes supresas do ano. Não custa nada lembrar, também, que já no início do ano a RBR conseguiu andar próxima das Brawn GP, mesmo sem contar com os difusores - superou Williams e Toyota, que contavam com os famigerados.
E venceu os últimos três GPs do ano. Será que em 2010 isso continua?
Surpresa 8: Saídas/Chegadas
Não surpreende a chegada de Jean Todt (surpreende o "suspense" que tentaram fazer). Não surpreende a saída de Briatore (surpreende, sim, o quanto demorou pra acontecer). Não supreende a saída da Toyota, como disse Trulli (surpreende quando disseram que não sairiam mais).
Não surpreenderam as demissões de Nelsinho (mesmo sem o caso Cingapura) ou de Bourdais (não se adaptou). Não surpeende a transferência de Alonso para a Ferrari (ano passado já estava acertada), nem a chegada de Bruno Senna (afinal, ano passado já era pra ter acontecido).
Surpreende, sim, a saída da BMW (na época, claro). Surpreende a chegada-retorno da Lotus. Surpreende Max Mosley ter "largado o osso".
Surpresa 9: Kobayashi
Surpresa grata foi esse garoto. O queridinho da crítica, no momento. Fez por merecer.
Kamui Kobayashi, em apenas duas apresentações, já tem sido celebrado como um dos maiores pilotos japoneses de todos os tempos.
É verdade que ainda lhe falta um resultado "genial" como o pódio de Aguri Suzuki no Japão/1990, a "longevidade" de Satoru Nakajima ou até mesmo a rapidez (sim...) de Takuma Sato. No entanto, Kobayashi chamou a atenção pela sua doação, por pilotar cada GP como fosse o último.
Foi isso que despertou interesse sobre ele em Interlagos, quando ele segurou Button o máximo que pôde, e depois (aqui e em Abu Dhabi) ainda realizar ultrapassagens incomuns para um estreante. Grosjean e Alguersuari, por exemplo, não fizeram nem metade do que Kobayashi conseguiu nessas duas etapas.

Espero que a saída da Toyota não extermine de vez a "onda japonesa" que mencionei na coluna Interlagos 2009.

Surpresa 10: Renault

Aqui, somente surpresas negativas.

A começar pelo desempenho grotesco: esperava-se, ao fim da temporada passada, que o time francês tivesse assumido o terceiro posto novamente. O fato de Alonso ter sido o piloto que mais marcou pontos nas últimas 8 etapas de 2008 (com duas vitórias, um segundo e quatro quartos lugares), além de Nelsinho ter marcado mais pontos do que em toda a carreira, dava a impressão de que o carro havia encontrado o acerto ideal e esse ano, se não pelo título, brigaria por pódios e vitórias constantemente.
Sobrou um ínfimo terceiro lugar.
A outra, e maior, supresa negativa foi o escândalo de Cingapura 2008 - justamente a pista onde, esse ano, a Renault conquistou seu único resultado decente. Trata-se de um dos episódios mais obsuros da história da F-1 e resultou, em última análise, na possível decisão da saída da equipe do mundial: Carlos Gohsn irá se reunir com o conselho mundial, e pode optar pela retirada das pistas. Caso isso ocorra, lamento, apenas, por Robert Kubica.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Finalmente!

Hoje foi confirmado aquilo que já sabia-se havia muito tempo: Fernando Alonso é o novo piloto da Ferrari. A partir de 2010, o espanhol correrá pela Scuderia Ferrari. O anúncio "oficial" (como diria Galvão...) foi feito nesta quarta-feira no site oficial da equipe italiana. Em seu site oficial, Alonso também já dá declarações.

Nós do F1 Critics, apesar de brasileiros, não temos memória curta, e vamos agora dar os parabéns ao site GrandPrix, que foi quem primeiro afirmou o acordo de Alonso: em maio de 2008, no GP de Mônaco, o contrato fora selado.

O contrato, oficialmente, tem duração de três temporadas - até 2012 - com opção de renovação ao fim deste. Alonso tem, agora, um grande desafio pela frente.

Em 10 de julho do ano passado, fizemos aqui um post intitulado "Encerrada a Polêmica", falando do acordo Santander-Ferrari (anunciado em Monza, esse ano), e da iminência da ida de Alonso para a Ferrari em 2010.

No final da matéria, lançamos uma proposta:

- Schumacher foi campeão em 1994, aos 25 anos, e 1995, aos 26;

- Alonso foi campeão em 2005, aos 24 anos, e 2006, aos 25;

- Schumacher foi campeão pela Ferrari pela primeira vez 5 anos depois, em 2000, aos 31;

- Alonso será contratado pela Ferrari em 2010, 4 anos depois do 2º título, aos 29...

A trajetória de Fernando Alonso é muito semelhante a de Schumacher, na Fórmula 1: ambos disputaram suas primeiras 4 temporadas completas sob o comando de Briatore (Schumacher na Benetton, entre 92 e 95, Alonso na Renault, entre 2003 e 2006), conquistando uma vitória no primeiro ano, e levando dois títulos na segunda metade.

Em seguida, amargaram três temporadas difíceis, ainda que Schumacher tenha disputado mais títulos (97 e 98) que Alonso (somente 2007). O quarto ano (Schumy, 99, Alonso agora) abre(iu)-se com boas expectativas.
Poderá Alonso repetir a história daqui p'ra frente? O tempo irá dizer.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Notícias - Parte 12

Pra começar bem o mês, no ar mais uma coluna de Marcel Pilatti no GP Total. Na pauta, novamente os boatos que colocam Alonso na Ferrari, Barrichello falando mais que a boca, e outros pormenores da categoria...

segunda-feira, 25 de maio de 2009

O GP de Mônaco

Mais uma vitória de Button, chegando a verdadeiras marcas históricas. Diante disso, a pergunta que é lançada na coluna do GP Total é: "Jenson Schumacher?".

Confiram a matéria.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

As Lágrimas de Maio

Semana passada, lembramos do grande Ayrton Senna, em virtude dos 15 anos de sua morte. Mas não foi apenas o tricampeão que perdeu sua vida num dos 31 dias desse mês onde reinvindicamos melhores condições de trabalho, homenageamos as mães e recordamos a abolição da escravatura.
Na verdade, Maio é o mês mais triste da Fórmula 1: além de Senna, Alberto Ascari, Lorenzo Bandini e Gilles Villeneuve nos deixaram no 5º mês do ano. Bandini faleceria somente no dia 10, mas sofreu seu acidente justamente hoje, dia 7, há exatos 42 anos. E Gilles, o mais famoso dos três (ainda que somente Ascari tenha sido campeão), perdeu sua vida no dia 8 de maio, há 27 anos. Portanto, hoje é um dia propício para homenagear a ambos. *Ascari perdeu a vida no dia 26, portanto tornaremos a falar dele dentro de duas semanas.
Villeneuve (pai do campeão mundial de 1997) foi um piloto que pode ser dito "espetacular": já chamei-o no blog de "Garrincha da F-1" justamente por conta do show que o canadense dava, das coisas impossíveis que fazia, como andar com três rodas, sem asa dianteira, etc. Além disso, era de uma rapidez incrível, e realizou algumas das mais belas ultrapassagens - e disputas - da história.
Foram ao todo 6 vitórias obtidas pelo vice campeão mundial de 1979, algumas das mais importantes da F-1: o GP da Espanha de 1981, por exemplo, é lembrada como uma das corridas mais disputadas: a diferença entre o primeiro e o quinto colocado na linha chegada foi de apenas 1,5 segundo...
Porém, essa rapidez não via limites (haja vista o exemplo de suas loucuras nas corridas), e uma disputa feroz com seu companheiro de equipe, Didier Pironi, levou Gilles Villeneuve a uma obstinação cega (?) que culminou no acidente que resultou em sua morte.
Nos treinos para o Grande Prêmio da Bélgica de 1982, Villeneuve vinha em volta rápida, e acaba acertando sua roda dianteira na traseira de Jochen Mass: o Ferrari de Gilles realiza uma verdadeira decolagem e, graças à péssima segurança da época, o canadense é arremessado pra fora do carro, chocando-se contra o muro.
O video a seguir é raro e mostra a reportagem da TV Canadense no dia do acidente.


Lorenzo Bandini é um piloto que não obteve um sucesso semelhante a qualquer um três "pilotos de maio", e sua carreira, muito breve (disputou apenas 42 corridas ou meras 4 temporadas completas), não obteve números maiores que uma pole e uma vitória. Mas isso não diminui a adoração e o carinho que os italianos têm por ele - especialmente porque Bandini correu a grande maioria de seus GPs pela Ferrari -, tanto é que anualmente acontece uma premiação que leva o seu nome (o vencedor desse ano foi Vettel).

Sua melhor temporada, em termos de número, foi 1964: ano em que obteve sua única vitória, classificou-se em quarto no campeonato. Mas infelizmente ficou marcado pelo acidente com Graham Hill na última corrida: Bandini chocou-se com Hill, e com isso o campeão acabou sendo seu companheiro de equipe, John Surtees.

Bandini acabou se tornando a grande esperança italiana em 1967, quando assumiu a "vaga" de primeiro piloto, após duas fracas temporadas da Scuderia.

O primeiro GP de Lorenzo naquele ano foi em Mônaco. Marcou o segundo melhor tempo nos treinos, mas conseguiu assumir a ponta logo no início, e assim seguiu por longas, longas voltas.

Algumas curvas depois da saída do túnel, Bandini perde o controle do carro e bate contra a proteção de feno (!). O carro explode em chamas, e o socorro nada pode fazer. Lorenzo ainda sobreviveria por mais três dias.

Muitos acreditam que o piloto tenha sucumbido à exaustão de pilotar por mais de cem voltas aliada ao calor excessivo que fazia no dia.

Segue tocante vídeo sobe o final de semana trágico. É em italiano, mas creio que vocês conseguirão captar a mensagem.


quarta-feira, 6 de maio de 2009

Crise

Que tal os amigos darem uma lida na coluna do Edu, lá no GP Total? Está sensacional, pra variar. Um jornalista absolutamente brilhante, revelando que anda em crise com esse esporte que, aos poucos, estamos vendo esmorecer.
Excelente para relembrar. E filosofar.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Notícias - Parte 8

Tudo começou quando Gerhard Berger disse: "Alonso estará na Ferrari em 2010". Novamente o boato surge, sem ser a Espanha a sua fonte. Essa e outras notícias - como sobre os 15 anos da morte de Senna - e comentários - bem-humorados - você poderá encontrar na oitava coluna de Marcel Pilatti no GP Total.

Carta da FIA a Senna, 1990.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

GP do Bahrein - Parte II

Mais alguns comentários sobre a corrida de ontem.

Estatísticas Impressionantes - A

Jenson Button, como dito no post anterior, marcou quase 90% dos pontos que disputou: até aqui, tivemos 35 pontos em jogo, e o inglês somou 31. Puxando na memória, concluímos que raros casos podem ser comparados ao que o piloto da Brawn vem fazendo neste primeiro quarto de temporada. Vamos a eles.
- Em 1988, Alain Prost venceu a primeira, depois foi segundo, e ganhou mais duas vezes (91,6%);
- Em 1989, Ayrton Senna não pontuou na primeira etapa, mas venceu as três seguintes (75%);
- Em 1991, Ayrton Senna venceu as quatro primeiras etapas (100%);
- Em 1992, Mansell realizou o mesmo (100%);
- Em 1994, Michael Schumacher também (100%);
- Em 1996, Damon Hill venceu as três primeiras e foi quarto colocado na quarta etapa (82,5%);
- Em 2000, Michael Schumacher venceu três provas e foi terceiro na quarta etapa (85%);
- Em 2002, Michael Schumacher venceu o GP de abertura, foi terceiro na prova seguinte e venceu outras duas (85%);
- Em 2004, Michael Schumacher venceu as primeiras 4 corridas (100%);
- Em 2005, Fernando Alonso foi terceiro colocado no primeiro GP, e venceu os três seguintes (90%);
- Em 2006, Fernando Alonso intercalou duas vitórias (1ª e 3ª corridas) e dois segundos lugares nas primeiras 4 etapas (90%);
Nos últimos 21 anos, tivemos 11 casos de pilotos que obtiveram desempenho tão bom quanto o de Button ou mesmo superior. Importante dizer que apenas nos primeiros dois casos é que o campeão não foi aquele que obteve a seqüência fulminante: coincidência ou não, o campeão de 88 foi Senna, e o de 89, Prost (e em 1994... bem, isso é outra história).

///
Por falar em estatísticas e percentagens, que tal falarmos da Ferrari?
Estatísticas Impressionantes - B
Esse campeonato de 2009 é, SIM, o PIOR início da história da Ferrari.
Apenas em 1969, 70, 80 e 81 - e 2009 - a equipe italiana ficara sem pontuar nas primeiras três corridas. E, tal qual os casos mencionadoss, em 2009 os primeiros pontos vieram na quarta corrida. Foi dito que, apesar da má fase, os três pontos conseguidos por Kimi pelo menos "livravam a cara" da Ferrari como pior campanha da equipe nos mundiais.
Acontece, porém, que nos primeiros quatro casos a "Scuderia" conseguiu algo melhor que a sexta posição. Vejamos.
- Em 69, a Ferrari conquistou uma terceira colocação em seu quarto GP, com Chris Amon;
- em 70, Ignazio Giunti conquistou uma quarta posição depois de não ter pontuado nas primeiras três;
- Em 80, Jody Scheckter foi o quinto colocado na quarta etapa;
- Em 81, Didier Pironi foi o quinto colocado após três corridas "em branco".
É, portanto, o pior início de temporada da Ferrari em toda a história dos mundiais.
E é o pior início de temporada da carreira de Felipe Massa. Dentre os brasileiros que venceram corridas, Massa só encontra paralelo com o Barrichello de 1993 (só pontuaria na 15ª corrida), 1995 (pontuou na sexta) e 2007 (não pontuou ao longo do ano), no Carlos Pace de 1973 (pontuou na 11ª), e no Nélson Piquet de 1979 (pontuaria na 12ª).
Porém, é ÓBVIO que os carro e Barrichello e Pace eram muito piores que o atual de Massa. Aliás, o próprio Massa já fez melhor com carros piores: nem em suas temporadas na Sauber o piloto passou as quatro primeiras em branco.
///
Como o amigo leitor vê essas situações?

terça-feira, 21 de abril de 2009

GP da China

Confiram lá no GP Total a coluna sobre o GP da China. É uma prévia das notas que viremos a dar aqui em breve.

Caso alguém não lembre, a(s) pergunta(s) que eu havia feito eram:

a) pode Barrichello voltar a vencer na China?
b) pode Massa voltar ao pódio na China?

Como diria o famoso Seu Saraiva, "pergunta idiota, tolerância zero!"


terça-feira, 14 de abril de 2009

Notas - GP da Malásia

Cassio

Jenson Button (9) – Não largou bem, mas se recuperou de forma consistente. Foi o mais prejudicado com a divisão dos pontos, mas já é o principal candidato ao título.
Nick Heidfeld (7) – Discreto na classificação, apareceu menos ainda na corrida. Foi correndo com uma parada só e quando viu, chegou em segundo.
Timo Glock (8) – Está mantendo o bom nível desde o ano passado. Acertou na hora de trocar o pneu nas duas vezes em que foi aos boxes e merecia brigar pela vitória. Mas faltou corrida.
Jarno Trulli (7,5) – Bem nos treinos, razoável na corrida. Estava em vias de perder a 4ª posição para Barrichello, antes da interrupção.
Rubens Barrichello (8) – Largou em 8º e foi recuperando posições na pista. Chegou a estar em 3º antes do dilúvio. No fim, saiu no lucro com a vice-liderança do campeonato, a apenas 5 pontos de Button.
Mark Webber (8) – Vinha bem antes do dilúvio, melhorou com a chuva, mas a festa acabou antes do esperado.
Lewis Hamilton (7,5) – Fez boas ultrapassagens, saindo do 13º posto, provando que está mais fácil ganhar posições na pista. Basta querer.
Nico Rosberg (5) – Precisa melhorar seu ritmo de corrida urgente. E este problema não é recente.
Felipe Massa (6) – Não passou para o Q2 pela trapalhada da equipe e pela sua incapacidade de questionar a estratégia discutida com os palhaços de vermelho. Não se assustem. Esta é a verdadeira Ferrari.
Sebastian Bourdais (5) – Está se esforçando. Tenho medo que seja pouco para manter o lugar no time.
Fernando Alonso (7) – Largou muito bem, foi a frente, segurou adversários, mas não deu pra segurar. Foi ultrapassado e se apagou lá atrás, chegando a rodar.
Kazuki Nakajima (5) – Carro 10! Piloto 0! Média: 5!
Nelson Piquet (3) – 20 X 0.
Kimi Raikkonen (10) – Depois de ser zoado pela equipe (dizem que foi o Schumacher) e ver a corrida acabar por incompetência dos donos da F1, foi tomar um sorvete e beber uma coca cola. Melhor, impossível.
Sebastian Vettel (4) – Largou lá atrás, passou por carros mais lentos, mas rodou no molhado.
Sebastian Buemi (2) – Saiu em último e lá deveria ficar. Ainda rodou na chuva.
Adrian Sutil (2) – Dá pra fazer mais com um motor Mercedes, não?
Giancarlo Fisichella (2) – Não fez cagadas, mas também nada digno de nota.
Robert Kubica (3) – Foi traído pelo motor BMW.
Heikki Kovalainen (sem nota) – Ainda não correu este ano. Que a China lhe traga bons ventos.

Marcel

Jenson Button (9) – Realmente, realizou uma má largada, perdendo duas posições, e mais umas, algumas curvas depois. Porém, recuperou-se brilhantemente, marcando, inclusive, a volta mais rápida da corrida. Destaque, também, para sua bela pole no sábado.
Nick Heidfeld (7,5) – Teve bastante sorte, é verdade, ma é um grande lutador. Caso vença uma corrida, superará com largas vantagens o recorde de “vitória com maior número de GPs disputados”.
Timo Glock (8,5) – Era o “vencedor natural” da corrida até certo momento. De qualquer forma, conquista um pódio merecidíssimo para si e para a equipe.
Jarno Trulli (7) – Esperava mais devido aos treinos. Pecou na largada.
Rubens Barrichello (8) – Não se pode dizer que Barrichello esteja mal. Nessa corrida, fez o que tinha ao alcance: já largaria perdendo 5 posições, portanto, optou por sair mais pesado. Fez uma boa largada, mas perdeu muito tempo atrás de Alonso – carro dez vezes pior – ao passo que Button sumiu. É urgente que Barrichello vença (ou ao menos supere Button) na China.
Mark Webber (7,5) – A Red Bull vem apresentando crescente melhora, mesmo sem os difusores, e muito se deve à experiência de Webber. Tem lutado muito.
Lewis Hamilton (7,5) – Tem andado mais que o carro permite.
Nico Rosberg (6) – Leão de treino?
Felipe Massa (6) – Nos treinos, “erro coletivo”. Em corrida, nunca foi bom de chuva.
Sebastian Bourdais (5,5) – Não tem sido uma vergonha, mas percebe-se que “aqui, não é o seu lugar”.
Fernando Alonso (6) – Uma largada estupenda (não é o único que usa KERS, é?), mas depois a deficiência de equipamento falou mais alto, e Fernando errou, até.
Kazuki Nakajima (4) – Briatore disse tudo: “De repente, Nakajima ficou fantástico”.
Nelson Piquet (3) – Coisa que me deixa assustado é vê-lo andando na zona de pontos. Mas logo as coisas voltam ao normal.
Kimi Raikkonen (10) – Eu já falei: essa cara devia correr nos anos 70!
Sebastian Vettel (3) – Fraquinho, fraquinho...
Sebastian Buemi (2) – “Quem me critica, não entende nada de corridas”, disse. Tudo bem, não vou criticá-lo.
Adrian Sutil (3) – Depois de Mônaco-2008, acho que nunca mais.
Giancarlo Fisichella (3) – Discreto.
Robert Kubica (2) – Pouco correu.
Heikki Kovalainen (sem nota) – Muitos já estão comparando o finlandês com michael Andretti que, em 1993, também na McLaren, demorou muito a passar da primeira curva.

segunda-feira, 16 de março de 2009

A Grande Vitória de Barrichello

Essa (espécie de) série que o F1 Critics vem fazendo, relembrando aquela que foi a vitória mais recheada de simbolismo de cada um de nossos pilotos vencedores reserva sempre algumas surpresas, vindas do nosso site parceiro Última Volta.
No caso de José Carlos Pace, é mais que natural mencionarmos Brasil-75 pois - o tempo não permitiu - acabaria sendo seu único triunfo na categoria. Emerson teve duas emblemáticas: a primeira das 14 (EUA-70) e a antológica Argentina-73, mas relatamos aqui sua vitória na Bélgica, 1972, pois foi lá que ele se tornou um vencedor constante.
Nelson Piquet, como vimos, a escolhida não foi a da antológica ultrapassagem na Hungria em 1986, nem a vitória da superação, Itália-1987, mas sua vitória na Austrália, em 1990, pois ter sido uma das mais convincentes vitórias de um piloto com carro inferior.
E de Senna, nem a primeira volta de Donington-93 nem a 6ª marcha de Interlagos-91, mas sim a maior invasão de pista já registrada, em interlagos 1993.
E agora é a vez de falar de Barrichello, e sua vitória escolhida não foi a singular Alemanha 2000 (um dos maiores avanço de posição da história da F-1) nem a legendária Inglaterra 2003 (a velha frase de Jackie Stewart), mas sim Suzuka, 2003.
2003 foi o melhor ano de Barrichello na F-1, e ele encerrou com chave de ouro, dando o título de construtores à Ferrari e garantindo o hexa de Schumacher.
///
GP do Japão, 16ª etapa
Autódromo de Suzuka
Domingo, 12 de Outubro de 2003
por Lucas Giavoni

Michael Schumacher levou o título de 2003, seu sexto, com apenas dois pontos à frente de Kimi Räikkönen. E naquela decisão em Suzuka, o alemão tinha nove pontos de vantagem, mas quase conseguiu entregar de bandeja essa barbada. Sua exibição na pista japonesa, na qual ele terminou em oitavo, foi lamentável e ele precisou contar com dois fatores fundamentais para ficar com o caneco: sorte pelo abandono de alguns adversários e, principalmente, a vitória de Rubens Barrichello.
Kimi conseguiu reverter uma condição matemática extremamente desfavorável para conquistar seu título em 2007 pela Ferrari, em cima dos pilotos da McLaren, Fernando Alonso e Lewis Hamilton. E por pouco que ele não conseguiu façanha parecida em 2003, uma temporada que, como já foi dito anteriormente, teve um equilíbrio muito grande entre equipes e vários vencedores durante o ano.
Por mais que seja até natural enaltecer as proezas de Schumacher, o inegável senhor dos números da Formula 1, também é fato que ele muitas vezes ficava aquém de sua capacidade nas decisões. Justo ele, que nas pistas cometeu poucos erros na carreira, às vezes perdia a cabeça quando o título estava em jogo na última prova, deixando de lado a habitual frieza germânica. Foram três as oportunidades em que isso já havia acontecido antes desta nova decisão em Suzuka.
Em 1994, quando pressionado por Damon Hill na fatídica prova final em Adelaide, errou uma tomada de curva e, na iminência de ser superado, arremessou sem cerimônia sua Benetton em cima da Williams do inglês, que teve sua suspensão empenada e abandonou, dando o título ao alemão. Três anos depois, em Jerez, o roteiro foi semelhante, mas o final não.
Novamente sob pressão, Michael jogou sua Ferrari em cima da Williams de Jacques Villeneuve, desta vez saindo da pista e perdendo não só o título, como também seus pontos, cancelados pela FIA. E no ano seguinte, na final de 1998 contra Mika Häkkinen, na mesma Suzuka deste relato, Schumacher deixou o motor da Ferrari morrer na volta de apresentação, tendo que largar no fundo do grid e abandonando por ter arrebentado seus pneus em uma estéril tentativa de recuperação.


Ao relato então. O novo sistema de treinos oficiais mostrou que Michael, apesar da grande vantagem na tabela, não estava à vontade. Ele errou em sua volta rápida, perdendo aproximadamente 2,5 segundos e se encaixando apenas na 14ª posição. Räikkönen também não estava inspirado e marcou o oitavo tempo, mas por excesso de zelo com a McLaren. Enquanto isso, Barrichello superava todos e fazia sua nona pole-position na carreira, dividindo a primeira fila com Juan Pablo Montoya. O colombiano tinha lutado muito durante o ano, mas não chegando a lugar nenhum, pois errou demais e não mais tinha chances matemáticas de brigar pelo título.
Os dois ponteiros mantiveram suas posições ao apagar das luzes vermelhas, seguidos por um esperto Fernando Alonso, que pulou de quinto para terceiro usando muito bem o eficiente controle de largada de sua Renault, o melhor sistema entre os carros do grid. O espanhol superou com facilidade a dupla da Toyota, que fez um bom treino, com Cristiano da Matta em terceiro e Olivier Panis em quarto. Outro que pulou bem foi David Coulthard, lembrando seus tempos de Fórmula 3 britânica, na qual era conhecido como "Dragster Coulthard", para ir do sétimo ao quinto lugar.
Montoya, na curva Spoon, na parte oposta do circuito, passou Barrichello, que em seguida teve que conter os ânimos de Alonso, que quase o ultrapassou na freada da famosa chicane final da pista. Ao fim da primeira volta, a ordem entre os pontuáveis era: Montoya, Barrichello, Alonso, Da Matta, Coulthard, Räikkönen, Panis e Button, que largou em nono com a BAR. Schumacher ganhou duas posições na volta inicial, subindo para o 11º lugar na quarta volta. Quase ao mesmo tempo, Coulthard naturalmente abriu passagem para Kimi tentar o milagre.
As coisas começaram a ficar mais cabeludas para Michael quando ele teve uma crise de afobação na quinta volta e quebrou o bico de sua Ferrari na traseira da BAR de Takuma Sato - substituto de Jacques Villeneuve, demitido por falar muito e pilotar pouco. Obrigado a fazer um pit stop precoce para consertar o nariz da Ferrari, o resultado foi que, ao fim da sétima volta, ele era o último colocado. Não podia ficar pior. Até por isso mesmo tudo começou a melhorar dali em diante.
Na nona volta, Montoya tinha 3,3 segundos de vantagem para Barrichello, quando repentinamente parou. Uma falha hidráulica levou o colombiano a nocaute, acabando com o objetivo da Williams de, pelo menos, faturar o título entre os construtores. Este foi o começo da recuperação de Schumacher. A primeira rodada de pit stops não demorou e Da Matta, que se mantinha em terceiro, foi o primeiro a entrar, mostrando que seu ótimo tempo nos treinos foi feito com pouco combustível no tanque – o que não deixa de ser um desempenho incrível, em se tratando de uma Toyota mediana.
Barrichello e Alonso entraram juntos para o reabastecimento na volta 12, com o espanhol permanecendo atrás por pouco. A ordem dos ponteiros se restabeleceu cinco voltas depois, quando Rubinho reassumiu a ponta. E a sorte mais uma vez sorria para Michael. Alonso quebrou, saindo desolado do carro, já que sabia que estava em um dia inspirado. A esta altura, o alemão já havia recuperado várias posições, principalmente por conta da primeira janela de pits – estava em 13º naquele momento.
A partir da quebra de Alonso, Barrichello teve o absoluto domínio da corrida, que dali em diante teve poucas brigas por posição. No segundo de seus três pits, no giro 40, ele voltou ainda na liderança, mantendo um ritmo perfeito e, contrastando com seu companheiro de equipes, sem qualquer erro. Jamais foi intimidado por Räikkönen, que herdou o segundo lugar, não tinha carro para avançar e por lá se manteve, depois de fazer apenas duas paradas na corrida. A diferença entre os dois na bandeirada foi de 11 segundos. David Coulthard, também em tática de três pits, fechou o podium.

Aquele resultado sacramentava o hexa de Michael, mas não o fim de seu calvário. Ele, de fato, realizou muitas ultrapassagens simplesmente porque os outros carros não queriam ter problemas ao avistá-lo pelo espelho. Mas ele encontrou um piloto que bateu o pé e não quis nem saber disso, fazendo exatamente como em Silverstone, quando segurou Kimi Räikkönen por diversas voltas: Cristiano da Matta, que realizou uma excelente corrida, andando acima do que seu equipamento permitia e terminando em sétimo, após segurar Michael por 15 voltas.
A melhor volta da prova foi de Ralf Schumacher. Um consolo inútil para o piloto da Williams, que teve um desempenho ridículo, agravado por Suzuka ser uma pista na qual ele era tão experiente, já que parte da sua carreira de base foi feita em competições japonesas. Todos os erros ocorreram no mesmo trecho: a chicane final da pista.
Primeiro, rodou na sua volta rápida no treino oficial, tendo que largar em penúltimo. Então, na prova, Ralf quase encaçapou a Ferrari de seu irmão por duas vezes – uma na primeira volta e outra na 40ª, também vendo o mundo ao em uma disputa com a Sauber de H-H Frentzen na volta 8. Acabou em 12º lugar, uma volta atrás, tomando volta de Rubinho. Levando em consideração que Jarno Trulli dividiu a última fila com Ralf e chegou em quinto lugar, com uma Renault reconhecidamente inferior, é possível ter uma noção de quanto ele foi mal.
Michael sabia que tinha acabado de ter um dia de muita sorte. E exagerou na comemoração do título. Encheu a cara e teve um dia de astro de rock’n’roll, aniquilando seu quarto de hotel. Deve ter oferecido vários brindes enquanto arrebentava a televisão e os móveis – às quebras do Alonso e do Montoya, ao seu irmão Ralf, com quem não bateu, e ao Barrichello, que tinha lhe livrado a cara.

Resultado do GP do Japão de 2003:

1) Rubens Barrichello (Ferrari F2003-GA), 60 voltas em 1h25min11s743
2) Kimi Räikkönen (McLaren-Mercedes MP4-17D), + 11.085
3) David Coulthard (McLaren-Mercedes MP4-17D), + 11.614
4) Jenson Button (BAR-Honda 005), + 33.106
5) Jarno Trulli (Renault R203B), + 34.269
6) Takuma Sato (BAR-Honda 005), + 51.692
7) Cristiano da Matta (Toyota TF103), + 56.794
8) Michael Schumacher (Ferrari F2003-GA), + 59.487

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

"Se fosse o Schumacher, isso não acontecia"

Acho muito interessante ouvir o que as pessoas que acompanham Fórmula 1 apenas ocasionalmente têm a dizer após uma corrida, e mais ainda se numa corrida que decide título e com um brasileiro disputando...
Hoje, na fila do ônibus, escutei dois rapazes comentando a derrota de Massa, mas não necessariamente lamentando a perda do título, mas sim enchavando Hamilton de críticas.
E uma delas, a que dá título a esse post, foi a seguinte: "O Hamilton se c... inteiro, ficou morrendo de medo quando o Vettel passou ele; e o Vettel só passou sabe por quê? Porque o Hamilton espalhou! O cara é fraco, não sabe segurar... Se fosse o Schumacher, isso não acontecia!"
Parecia estar transtornado, o rapaz, quando comentava isso. Mas não deixa de ter razão.
O exemplo citado por ele, de Michael Schumacher, faz sentido quando sabemos tudo que o alemão conquistou em sua carreira. Mas o comentário se ateve à situação exclusiva de Hamilton não ter segurado os ataques de Vettel: segundo o amigo, "o Schumacher segurava!".
Hamilton afirmou, em entrevistas, que seus pneus estavam "gastos demais", e que "quase não conseguia manter-se na pista". Afirma, também, que "não lutou contra Vettel porque sabia que sua corrida era contra Timo Glock". Whitmarsh, um dos chefes da McLaren, também afirma isso.
Sem querer alimentar as possíveis teorias conspiratórias, é de no mínimo questionar a tão propalada genialidade de Lewis Hamilton, que agora torna-se o campeão mais jovem de todos os tempos, como já havíamos "previsto" num artigo há coisa de dois meses.
Lewis Hamilton, o único dos 30 campeões da história da Fórmula 1 (talvez devamos descontar os pilotos da década de 50) a estrear no melhor carro do grid.
Onde Schumacher começou? Numa Jordan, indo depois para uma Benetton ainda em ascensão; E Senna? Numa Toleman, carro lá do meio do pelotão. Alonso? Na terrível Minardi; Piquet? num Ensign, depois um McLaren alugado. Prost? na McLaren em seus tempos de escassez. Mansell? numa Lotus decadente. Häkkinen? na Lotus antes de fechar as portas.
Percebe-se, portanto, que os pilotos de maior sucesso nos últimos 30 anos estrearam em equipes que não eram vencedoras e, cada um a seu modo, provaram seus talentos e conquistaram a chance de chegar onde Lewis já começou. E podemos falar dos adversários do piloto, também: Felipe Massa e Kimi Räikkonen iniciaram suas trajetórias na mediana Sauber.
Claro, tem aquele negócio do "se minha tia fosse homem seria meu tio", mas por certo Hamilton não teria chego a esses números começando numa equipe que não fosse a melhor do grid.
Concordam?

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

GP da China - Notas

Lewis Hamilton
Cassio - 10
Fez barba, cabelo e bigode com toda autoridade. Praticamente garantiu o título deste ano.
Marcel - 10
Dizer o quê? fez a sua única volta mais rápida no ano.
Felipe Massa
Cassio - 6
Atuação abaixo de sua média, não andou perto de Hamilton em nenhum momento na corrida. Pouco pra quem busca o título.
Marcel - 6
Depois da mangueira de CIngapura, me parece que Massa "perdeu a mão". Só o imponderável lhe fará campeão.
Kimi Raikkonen
Cassio - 6,5
Levemente melhor que Massa, ainda teve de deixar o companheiro de equipe passar.
Marcel - 7
Duas vezes seguidas na primeira fila, superando o companheiro de equipe, mas foi tarde demais. Muito longe de Hamilton, na corrida, ainda teve de deixar Massa passar.
Fernando Alonso
Cassio - 7
Boa corrida, andou grande parte da corrida no mesmo ritmo das Ferrari. Muito superior aos pilotos da BMW.
Marcel - 7,5
Bela ultrapassagem no Kovalainen, e um ótimo ritmo com um carro que mal chegava entre os 8, esses tempos.
Nick Heidfeld
Cassio - 6
Só apareceu na TV quando foi punido. Ainda assim, chegou em quinto.
Marcel - 6,5
Bateu Kubica, mais uma vez.
Robert Kubica
Cassio - 6
Não passou ao Q3!!! Mesmo assim, se salvou na corrida e fechou em sexto.
Marcel - 5
Uma pena, a BMW enfraqueceu demais, mas foi mal na corrida.
Timo Glock
Cassio - 6
Largando atrás e pesado, conseguiu chegar nos pontos. Amadureceu muito este ano.
Marcel - 6,5
Depois que bateu, melhorou demais...
Nelson Piquet
Cassio - 5
Não foi páreo para as BMW, que largaram atras de si.
Marcel - 4,5
Nelsinho, "o tanque", mais um ponto com a sua estratégia de parar mais tarde.
Sebastian Vettel
Cassio - 5
Chegou ao Q3, mas decepcionou na corrida.
Marcel - 4
O futuro campeão andou sumido, na Ásia.
David Coulthard
Cassio - 4
Nada fez na corrida. Nem acidentes. Só falta uma!!!
Marcel - 4
É a última!
Rubens Barrichello
Cassio - 7
Levar a Honda ao Q2 não é pra qualquer um. Ainda chegou em 11º.
Marcel - 6
Espero que consiga renovar...
Kazuki Nakajima
Cassio - 4
Nada de relevante fez no fim de semana.
Marcel - 3
Muito fraco.
Sebastién Bourdais
Cassio - 4
Apsesar de ter sido tocado, pouco faria caso não o fosse.
Marcel - 4,5
Sabe aquela nuvenzinha preta?
Mark Webber
Cassio - 4
Bem nos treinos, perdeu 10 posições pela troca de motor e deu adeus às chances na corrida.
Marcel - 4
Leão de treino.
Nico Rosberg
Cassio - 3
Mal!!!
Marcel - 4
Apagadíssimo.
Jenson Button
Cassio - 2
A Honda é ruim, mas Rubens foi 11º!!!
Marcel - 2
Apanhando do Rubinho, de novo. Como é que renovam?
Heikki Kovalainen
Cassio - 2
Fraquinho como de costume.
Marcel - 4
Ainda não sei: Ron Dennis se arrepende ou se contenta?
Adrian Sutil
Cassio - 2
Quebrou o câmbio no início.
Marcel - 2
Quase não correu.
Jarno Trulli
Cassio - 1
Se enroscou em Bourdais e abandonou.
Marcel - 1
Não correu.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

GP do Japão - Notas dos Pilotos

devido à falta de tempo, dessa vez, só as médias...

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massa - 7,5
uma classificação muito ruim, uma prova cercada de polêmicas - causou uma batida com hamilton, e foi imprudente com bourdais. mas valeu pelo ímpeto do final da prova, onde marcou a volta mais rápida e fez uma ultrapassagem arriscadíssima sobre webber.
raikkonen - 8
melhorou na classificação, e teve um bom ritmo durante a prova, embora no final não atacou Kubica de forma convincente ainda que tivesse mais carro que o polonês...
hamilton - 4
uma ótima pole, uma primeira volta ridícula. foi vítima de massa, mas depois, morreu, não ultrapassando quase ninguém. se não tomar um calmante logo, vai perder de novo...
kovalainen - 5
um bom treino, mas uma largada de segundo piloto. quebrou logo depois.
kubica - 9
está na disputa do título graças a sua consistência porque, como disse Alonso, "sua BMW não anda". Era um vencedor natural da corrida, mas Fernando era quem estava atrás...
heidfeld - 4
um treino ridículo, se alinhando ás force india e honda, e uma corrida parca, terminando em décimo.
fernando alonso - 10
disparado o melhor piloto da atualidade.
nelson piquet - 8
4ª colocação, e 4ª volta mais rápida do GP. muito bem.
jarno trulli - 6
fez o que o carro permitiu, e soube usar da experiência, na largada.
timo glock - 4
abandono prematuro. pelo que vinha fazendo nos treinos, esperava-se mais.
sebastian vettel - 6
não teve o mesmo brilho que vinha tendo, mas foi o suficiente ara pontuar. méritos por chegar ao Q3.
sebastien bourdais - 7
superou Vettel, nesse GP. não teve culpa nenhuma na batida com Massa.
mark webber - 5
conseguiu progredir de sua 13ª posição, mas agiu em alguns momentos como um homicida.
david coulthard - sem nota
mais um encontro com o japa. não teve culpa, mas... faltam dois GPs!
nico rosberg - 5
mais um treino fraquíssimo, ficando atrás do companheiro. na corrida, pouco ou nada. segurou alguns pilotos, mas nada de relevante.
kazuki nakajima - 3
bateu nico pela segunda vez em 16 GPs, o que é importante, mas apronotou logo na largada. só mesmo a grana para a Toyota segurá-lo...
rubens barrichello - 4
superou button nos treinos e na corrida.
jenson button - 3
perdeu para rubens nos treinos e na corrida.
giancarlo fisichela - 2
último nos treinos, abandonou cedo.
adrian sutil - 2,5
superou o companheiro nos treinos, mas abandonou logo de início.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

GP da Itália - Notas dos Pilotos

A vitória de Sebastian Vettel rendeu ao alemão o segundo 10 do F1 Critics: a primeira vez havia sido com Felipe Massa, no GP da Hungria.

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Felipe Massa
Marcel - 6,5

Não se apresentou bem nas últimas duas provas, optando por ser demasiado conservador. Tem dificuldades naturais com pista molhada, mas em nenhum momento optou por ser agressivo. Perdeu posições para carros muito mais fracos.

Cassio - 6

Não se dá bem com pista molhada. Realizou algumas ultrapassagens, mas com um ritmo lento apenas chegou onde largou.

média: 6,25


Kimi Räikkonen
Marcel - 6

Seguramente, é a grande decepção do ano, infelizmente. Não vence uma corrida desde abril (nesse período, tivemos 10 GPs), e não consegue se acertar nos treinos de classificação. Só ganha nota pela volta mais rápida da prova - a 8ª em 14 corridas - e algumas ultrapassagens.
Cassio - 5

Mal nos treinos, mal na corrida. De notável, fez a melhor volta.

média: 5,5

Lewis Hamilton
Marcel - 9
Exagerou em alguns momentos, é verdade, principalmente na disputa com Timo Glock. Mas teve uma exibição fantástica, largando em 15º e fazendo diversas ultrapassagens. Teria seguramente um lugar no pódio, não tivesse de fazer o pit-stop extra no final só pra mudar pneus. Lutou como campeão.

Cassio - 9,5

Mal nos treinos, recuperou-se bem na corrida. Extremamente combativo até o final. Com mais algumas voltas poderia tentar passar Massa e assumir a ponta do campeonato.

média: 9,25


Heikki Kovalainen
Marcel - 6,5

Outra grande decepção, mas esse não gerou nenhuma grande expectativa, pelo menos. Com uma McLaren, sequer atacou Vettel, e acomodou-se num segundo lugar, dando a noção de que estava apenas esperando Hamilton chegar para dar-lhe a vez. Ganha a nota por ter feito uma grande classificação.

Cassio - 6

Apesar do bom desempenho nos treinos, não conseguiu acompanhar o ritmo de Vettel, mesmo tendo o melhor carro do grid.

média: 6,25


Robert Kubica
Marcel - 8

Não fez uma boa classificação, mas foi o melhor dos "postulantes" ao título. Com uma estratégia diferenciada, pulou de 11º para 3º. No campeonato, sustenta uma 3ª posição sólida a frente de uma McLaren e uma Ferrari.
Cassio - 8

Largou bem e com uma ótima estratégia conseguiu chegar merecidamente ao pódio.

média: 8


Nick Heidfeld
Marcel - 7
Tem sido extremamente ofuscado pelo desempenho do companheiro de equipe, mas é um bom piloto. Partiu em décimo, à frente de Kubica, e conseguiu encerrar na 5ª posição. Se manteve a frente de Massa durante a corrida, mas não conseguiu superar Alonso.

Cassio - 6,5

Aproveitou a boa estratégia para ganhar posições. Largou na frente do companheiro, mas chegou atrás.
média: 6,75

Fernando Alonso
Marcel - 8

Tem carregado a equipe nas costas, seguramente: a Renault, no primeiro GP do ano, não conseguiu nem passar para o Q3, e agora, Fernando foi quato colocado em 3 das últimas 4 provas. Nos privamos de ver performances ainda melhores em virtude do carro fraco.

Cassio - 8

Largou bem e trocou os pneus na hora certa. Chegou mais uma vez em quarto. Mas não se engane, a Renault ainda não é a 4ª força do campeonato.

média: 8

Nelson A. Piquet

Marcel - 5

Voltou à velha forma, ficando lá atrás. Terminou em décimo somente em virtude de ter feito uma parada, pois não evoluiu quase nada na corrida. Treino terrível, atrás de Barrichello. A Renault sustenta o único 14 a 0 do ano.

Cassio - 5

Parou nos boxes tarde demais. O décimo lugar foi um bom consolo.

média: 5


Mark Webber

Marcel - 6

Um treino excelente, largando em terceiro. Na corrida, claro, o carro não pôde acompanhar o ritmo, mas pelo menos levou um ponto pra casa.

Cassio - 5

Leão de treino.

média: 5,5

David Coulthard
Marcel - 3

Faltam apenas 4 corridas. Contagem regressiva!

Cassio - 0

média: 1,5

Sebastian Vettel

Marcel - 10
Indescritível. Fez a pole e venceu. Mais jovem de todos os tempos, como vimos aqui. E venceu com uma equipe que não é "de ponta". Trata-se de uma "rising star", como se diz na F-1.
Cassio - 10

Genial !!!

média: 10

Sebastién Bourdais

Marcel - 6,5
Difícil julgá-lo pela corrida de forma exclusiva, afinal terminou em penúltimo uma volta atrás. Mas teve problemas no carro que o fizeram largar nos boxes e já partir com uma volta de desvantagem. No entanto, merece uma boa nota, sim, pelo excelente treino que fez - largou em 4º - e por ter marcado a segunda melhor volta do GP.
Cassio - 7
Ótimo nos treinos, largaria em quarto não fosse pelo câmbio travado. Mesmo em desvantagem, fez a segunda melhor volta da prova.

média: 6,75


Nico Rosberg

Marcel - 5

Um bom treino, mas uma corrida apagadíssima.

Cassio - 4
Bem nos treinos, mal na corrida.

média: 4,5

Kazuki Nakajima

Marcel - 3

Também teve culpa no acidente. O sangue prevalece!

Cassio - 3

Foi tocado por Coulthard.
Jarno Trulli

Marcel - 5

Vinha fazendo uma temporada forte, tendo até subido ao pódio, mas nas últimas duas corridas esteve apagado.

Cassio - 4

Jogou a corrida fora na segunda parada.

média: 4,5


Timo Glock
Marcel - 6

O mesmo comentário feito sobre Trulli valeria para ele. Ganha uma nota melhor por ter sido mais combativo.

Cassio - 4

Rodou na disputa com Alonso. Optou pela estratégia errada, como a do companheiro de equipe.

média: 5


Rubens Barrichello
Marcel- 3

Tirando aquele pódio na Inglaterra e a lidernaça momentânea no Canadá, 2008 é um ano pra esquecer...

Cassio - 2
Nem a chuva pode salvá-lo desta vez.

média: 2,5


Jenson Button

Marcel - 3,5

É, ele ficou na frente do Rubens...

Cassio - 2

mal nos treinos, nada fez na corrida.

média: 2,75


Giancarlo Fisichela

Marcel - 2

Único a abandonar.

Cassio - 3

Se acidentou com Coulthard.

média: 2,5


Adrian Sutil

Marcel -2,5
Último a completar.

Cassio - 2
Fraquinho.

média: 2,25