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quarta-feira, 25 de maio de 2011

GP da Espanha

Na Fórmula 1, pra vencer só mesmo tendo um grande carro ou contando com o imponderável. Mesmo sem vencer, no entanto, alguns pilotos ainda nos brindam com performances absurdamente geniais.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

GP da China

Lewis Hamilton é o único com reais chances de superar Sebastian Vettel. Isso foi comprovado, mais uma vez, nesse domingo.

Apesar de não ter tido um início de prova perfeito (ok, ele ultrapassou Vettel, mas não conseguiu ameaçar Button), ao longo dela foi conquistando a vitória aos poucos, somando a estratégia da equipe e a rapidez do piloto – Hamilton marcou a segunda melhor volta, só atrás de Webber que tinha os pneus perfeitos na reta final do GP.

Sem dúvidas, a melhor imagem de Hamilton no fim de semana foi sua ultrapassagem sobre Button no início da volta 36, quando o companheiro de equipe até ameaçou uma fechada de porta mas foi prudente ao evitar uma batida.


O fato de Lewis ter alinhado nos boxes quase no tempo limite após resolver um grave problema de vazamento de gasolina dá ares épicos à vitória, e as lágrimas do piloto são mais que justificadas. Ele, com esse triunfo, ultrapassou de uma vez só os lendários Jack Brabham, Emerson Fittipaldi e Graham Hill em número de vitórias, e agora é o 15º maior vencedor da história da categoria.

Pessoalmente apostaria, sem hesitação, em Hamilton num embate direto com Sebastian Vettel. Acontece que eu não colocaria meu dinheiro na McLaren contra a Red Bull...

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Digo isso principalmente pela maravilhosa corrida de Mark Webber: o australiano, que veio de uma horrorosa qualificação (caiu no Q1 sem problemas visíveis), chegou em terceiro e poderia ter vencido em mais algumas voltas.

A questão, nesse caso, pode ser explicada por uma frase Fernando Alonso após a corrida: “de nada adianta uma boa estratégia quando o carro não é rápido. Webber, por exemplo, mostrou que é possível fazer três paradas e chegar na frente se o carro for realmente bom” .

Quando, na minha última coluna, mencionei a frase de Christian Horner dizendo que esperava uma diferença menor entre Mark e Sebastian, me referia justamente a isso: claro, ninguém pode dizer que Webber é mais piloto do que Vettel, mas, quando no seu dia, o australiano pode fazer frente e até mesmo superar o mais jovem campeão mundial de todos os tempos.

Só que tem muitas coisas envolvidas nos bastidores. E o final, todo mundo já sabe.

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Marcas

Um recorde interessante alcançado na prova da China: foi a prova com o maior número de pilotos cruzando a linha de chegada em toda a história da Fórmula 1: 23. A marca anterior, 22 pilotos, pertencia ao GP da Inglaterra de 1952 (!).

Epic Fails do GP:

1) Toro Rosso e o pneu (não) colocado no carro de Jaime Alguersuari. A equipe foi multada em 10 mil euros.

2) A batida de Sérgio Pérez em Adrian Sutil. Pérez conseguiu ser punido duas vezes no mesmo GP.

3) Jenson Button e seu pitstop: o piloto foi ao local destinado à Red Bull. Com isso, perdeu a posição para Vettel e a chance de chegar ao pódio.

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Briatore deve estar rindo à toa: à Ferrari só resta a sorte.

A Ferrari está amargando papel de coadjuvante em 2011

Mais uma corrida pífia da equipe italiana, sendo superada pelos outros quatro times 'de ponta' de modo aparentemente fácil: toda vez que os McLaren, Red Bull e a Mercedes (com Nico Rosberg) tiveram chances de se aproximar dos carros da Scuderia, obtiveram sucesso. Somente Schumacher não conseguiu superar Alonso, tendo protagonizado boas brigas com o bicampeão, que por duas vezes esteve atrás do hepta e ultrapassou-o.


Porém, isso está longe de ser suficiente.

Diferentemente da Malásia, na China Massa foi realmente melhor do que Alonso na corrida, e isso se deveu, mais uma vez, à largada. Fernando tem feito inícios de prova realmente ruins nesse começo de temporada – sem tirar os méritos de Felipe. As poucas chances que o espanhol tem se esvaem logo na primeira curva e, invariavelmente, ele precisa protagonizar recuperações.

A Felipe, vencer Alonso é realmente um objetivo claro e necessário. Porém, assusta a forma com que muitos têm tratado esse duelo: parece que Massa está disputando a “Copa Jim Clark”.

Já surgiram algumas declarações após a etapa de Shanghai, que dão conta de um descontentamento geral: por parte do espanhol, “precisamos melhorar nosso equipamento em todos os aspectos” . Já o poderoso chefão Lucca di Montezemolo disse que a Ferrari está em um “momento muito delicado” e quer “uma reação imediata".

A promessa é de que na temporada europeia a coisa melhore, pelo menos um pouco.

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Tenho um amigo que disse que “depois que os italianos voltassem a controlar a Ferrari, a coisa iria descambar” . Talvez ainda esteja cedo pra falar que sim, mas parece que ele estava certo.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Mala(ia)s

Nesse fim-de-semana acontece o GP da Malásia, que promete revelar como será a temporada de 2011. No GP Total, um texto comentando alguns dos comentários mais interessantes no pré-GP.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Pagamento


Saiu o hoje o pagamento que ficou pendente na última postagem. Confiram seus holerites.


terça-feira, 21 de setembro de 2010

Apostas - parte 2

Com um pouco de atraso, postamos aqui a coluna "Apostas", do GP Total. O texto é uma referência a um post que fizemos no blog lá atrás, no ínicio do campeonato.

O que acertamos e o que erramos?

Confiram.


quinta-feira, 8 de julho de 2010

"História Presente"

No ar, mais uma coluna no GP Total. O tema é variado, falando de vários acontecimentos do mundo da F-1 nos últimos tempos.

Se puder, visite.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Goodwood


O famoso festival anual, que mostra 'clássicos' da F1, desta vez trouxe dois importantes encontros: Bruno Senna, da Hispania, pilotou o carro de 1988, que deu o primeiro título a Ayrton Senna, seu tio.


E Lewis Hamilton pilotou o carro de 1986, que deu o segundo título a Alain Prost, pela mesma equipe do campeão de 2008:

quinta-feira, 1 de julho de 2010

"Heróis do presente e do passado"

A McLaren tem um canal oficial de vídeos no youtube. Ontem, lançaram um vídeo interessantíssimo, que mostra Lewis Hamilton e Jenson Button visitando o "Museu" próprio da McLaren. O carro que mais os chamou atenção foi o de... Ayrton Senna.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

GP da Europa - Comentários

No ar, a coluna "Bonitinha mas Ordinária", evocando Nelson Rodrigues em referência à pista que é linda mas teve uma corrida muito fraca.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Copa do Mundo...

Não há como negar que, embora muito atentos ao que se passa na F-1, estamos mesmo é vidrados na Copa. E aí vai um texto que traça paralelos entre as duas apaixonantes competições.

O título é sem criatividade nenhuma: "F1 e Copa do Mundo".

Confiram!

um olho na pista e outro na TV

terça-feira, 15 de junho de 2010

GP do Canadá - Comentários

O texto de Lucas Giavoni aponta para uma interessante coincidência: corridas 'normais', Red Bull; corridas 'bizarras', McLaren.

Confiram sua excelente análise da corrida no GP Total: "Previsível versus Imprevisível".


Algumas apostas têm sido confirmadas: Kubica segue o único piloto da Renault, Hamilton acaba de superar Button - não chegamos à metade do ano - e Alonso segue se distanciando (em pontos e em performance) de Massa.

O único erro feio mesmo foi Webber contra Vettel... Em que pese a melhro colocação do alemão na corrida, o australiano tem sido melhor nas últimas quatro corridas, e nos treinos está vencendo bem.

Acredito que após o GP de Valência possamos fazer uma aposta mais direta sobre o título...

segunda-feira, 31 de maio de 2010

GP da Turquia - Comentários

Algumas coisas já começaram a se definir a partir do GP da Turquia... E por isso recomendamos a leitura do texto "Diferenças Sutis", de Márcio Madeira.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

segunda-feira, 10 de maio de 2010

GP da Espanha - Comentários

O GP da Espanha foi ainda mais chato que o do Bahrein, não acham? Pouquíssimas ou nenhuma ultrapassagem, grande maioria posições iniciais mantidas, enfim...
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Semana passada, fizemos aqui algumas apostas, e algumas delas têm se confirmado, outras não: aquelas de números pares deram sinais de que podem não se confirmar; as ímpares, mostraram o contrário. Vejamos.
Foi dito que Schumacher superaria Rosberg ao longo do ano, podendo vencer uma corrida antes do compatriota (aposta 1); dissemos que Alonso não mais seria superado por Massa (3); e afirmamos que Kubica provavelmente ganharia 100% das classificações contra Petrov (5).
A julgar pela Espanha, todas os supramencionados estão "corretos": Schumacher foi mais rápido que Rosberg o fim-de-semana todo e colheu um ótimo quarto lugar ante o pobre 13º do companheiro; Alonso, qual Schumacher, também derrotou Massa o fim-de-semana inteiro, e chegou ao pódio vendo o companheiro num sexto lugar apagado; E Kubica - nem precisava apostar - não tomou conhecimento do colega novato.
Já nas apostas ímpares, tivemos um revés: Webber largou na frente de Vettel (foi dito que Sebastian aplicaria em Mark a maior goleada nos treinos das equipes ponteiras); Button abriu mais vantagem em relação a Lewis (afirmamos que Hamilton tenderia a superar Jenson); e Sutil fechou em sétimo (jogamos que ele fará um pódio).
Na questão de Webber e Vettel, realmente parece que está havendo mais equilíbrio, com uma reação do australiano - e os casos das equipes Ferrari e Mercedes estão levando a crer que a RBR não tem a maior diferença de pilotos; na Force India, parece muito mais uma questão de "falta de vaga" no pódio do que demérito de Sutil...
E na McLaren, Hamilton foi melhor que o companheiro todo o tempo, tendo largado à sua frente, e durante a corrida ganho uma posição ao passo que Button perdera uma - mas corrida só acaba quando termina, e Lewis Mansell aprontou das suas...
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Massa pela primeira vez admitiu o que já vinha sendo especulado: está tendo dificuldades de adaptação no trato com os pneus, coisa que está latente em Hamilton e, em grau muito menor, em Vettel. É o famoso estilo de pilotagem. Em Hamilton e Button, isso tem feito toda a diferença, e agora ficou mais evidente em Alonso e Massa.
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Schumacher finalmente ficou à frente do companheiro, e tratou de fazê-lo com estilo: nos treinos livres, na classificação e na corrida foi-lhe superior. Uma frase de Rosberg, essa semana, fez o prenúncio do que estava por vir: depois de ouvir vários comentários na imprensa com relação ao "novo pacote" da Mercedes, Nico denunciou sua fragilidade ao responder perguntando: "por que o novo carro seria melhor só para Michael?".
Por quê eu não sei, mas até aqui só Schumi tirou proveito das mudanças, e Rosberg afirmou que achou o carro difícil de pilotar...
Lembram da polêmica causada por uma declaração de Rubinho no começo da temporada?...
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Fato é que Schumacher andou muito bem, e adaptou sua grande estratégia de antigamente: nos boxes, ganhou a posição de Button. O inglês tentou de todas as maneiras, mas Schumacher, fazendo o que o próprio Jenson fizera com Alonso na Malásia, não permitiu. Pelo menos ele não tentou passar por fora. Schumacher foi limpo em todas as manobras e mostrou como, mesmo com um carro mais lento, é possível defender posições.
Porém, uma coisa ficou bem clara na performance de Michael: apesar da técnica permanecer, ele já não é mais tão rápido como era, nem de longe: sua volta mais rápida foi a 10ª melhor do dia (apenas para efeito de comparação, a de Button foi a 5ª, quase 4 décimos à frente) e sua velocidade máxima atingida foi apenas a 20ª: 303 km/h, contra os 312.2 de Massa, o mais veloz - Button atingiu 311.4.
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Bem, Mônaco está logo aí, e vamos ficando por aqui.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Apostas

  1. Schumacher vencerá uma corrida antes de Rosberg, e terminará o campeonato à sua frente;

  2. Até metade do ano, Hamilton superará Button;

  3. Alonso não será mais superado por Felipe Massa na tabela;

  4. Vettel marcará em Webber a maior goleada nos treinos dentre as equipes grandes;

  5. Robert Kubica vencerá pelo menos 18 dos 19 treinos ante Petrov;

  6. Adrian Sutil fará um pódio;

  7. O campeão mundial será...
Nisso, mais pra frente a gente palpita. Mas lembrem-se: são apenas palpites.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

80s, 90s, 00s...

Foi publicada hoje no GP Total a coluna "Gerações", que traz uma reflexão sobre as diferentes épocas que a Fórmula 1 - e o mundo - têm vivido.

Mansell, Fittipaldi e Andretti: grandes pilotos, grandes tempos.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

GP da Malásia - Comentários

Já está no GP Total a coluna "Tilkeanas", que faz uma análise do GP da Malásia e fatores envolvidos na corrida.
Podendo, leiam.

segunda-feira, 29 de março de 2010

GP da Austrália - Comentários

Mais uma vez, recomendamos àqueles que quiserem uma cobertura decente e detalhada sobre a corrida da Austrália uma visita ao Última Volta.
Tivemos vários destaques nesse memorável GP. Vamos ao "Top 5" dos pilotos.
- Robert Kubica foi, do ponto de vista "posições ganhas" e também sob a ótica "o que fazer com esse carro?", o melhor de todos os 24 que alinharam em Melbourne.
Ele entrou pra galeria de Vettel (Monza-2008) e Fisichela (Bélgica-2009) como um dos poucos que conseguiram inverter de ponta-cabeça o fator carro na Fórmula 1 pós-2000. Corridaça.
Sua largada já foi algo impressionante, dado o número de posições que conquistou naquele pequeno espaço de tempo. Além disso, é sempre importante lembrar que Kubica obteve o pódio em seu segundo GP pela Renault, quando, nas últimas temporadas, a equipe só conseguiu chegar entre os três primeiros a partir de setembro.
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- Jenson Button foi o vencedor, e naturalmente deve ser destaque.
Quando Button colocou pneus lisos - salvo engano, ele foi o primeiro a fazê-lo - estava indo para o 8 ou 80: todas as outras equipes estavam de olho no que aconteceria com o inglês e a partir disso repetiriam sua ação ou não. Ao sair dos boxes, o atual campeão mundial deu uma breve escapada, mas logo em seguida demonstrou que vinha para vencer. E todo mundo foi aos boxes.
Pouco antes disso, Hamilton o havia superado, e poucos foram os que não pensaram que Button estava passando a ser destruído pelo compatriota. No entanto, logo veio a estratégia, o brilho, e a vitória. Como afirmou Marcio Madeira no UV, "Digam o que quiserem sobre Jenson Button. Menos que ele não tem coração de campeão".
Quero comentar, também, o fato de que os cronômetros mostravam fulano sendo mais rápido que Button, mas a tocada do inglês continuava a mesma. Ele precisava acelerar mais? Não. Se precisasse, tenham certeza de que aquela diferença não seria a mesma.
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- Felipe Massa também teve uma largada sensacional - talvez melhor que a de Kubica -, passando três pilotos.
Entretando, o narrador quis a todo custo que crêssemos em duas coisas: 1) Felipe foi o piloto mais pressionado em todo o GP; 2) A Ferrari foi a culpada da perda de "x" posições - ou seja, de um eventual segundo lugar, até mesmo da vitória. Não foi isso o que aconteceu.
No decorrer da prova, Massa teve pouco brilho, mas foi competente para responder à altura quando era ameaçado, ou mesmo para buscar as posições perdidas (ele e Webber alternaram várias vezes).
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- Fernando Alonso foi responsável pelo "heartbeating" do final da prova. Não bastasse a imensa quantidade de posições ganhas (muitas, uma obrigação), o desempenho do espanhol nas últimas 9 voltas, especialmente naquelas em que controlou Hamilton, justificou o regulamento sob o ponto de vista "trazer emoções", como querem os dirigentes.
Uma aposta arriscada feita pela Ferrari (não trocar mais os pneus), que talvez fosse por água abaixo tivessemos ali outro piloto que não o bicampeão mundial. O mais importante foi a mudança de trajetória em pontos e momentos decisivos para que Hamilton "adiasse" o seu bote.
E a freada tardia na curva que culminou na batida de Webber em Hamilton foi digna de dizer que a F1 está voltando aos velhos tempos: confesso que a primeira lembrança que tive quando vi a manobra do espanhol foi a de Nelson Piquet, também na Austrália, 20 anos antes.



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- O quinto e último grande destaque entre os pilotos foi o supracitado Lewis Hamilton. Sua decepcionante classificação no sábado (nem chegou ao Q3) foi totalmente esquecida com sua ótima apresentação. Cada vez mais Hamilton se confirma como o mais espetacular dos atuais pilotos, embora isso nem sempre signifique qualquer superioridade.
Aliás, é importante destacar aquilo que Eduardo Corrêa comentou certa vez, no início da temporada, sobre Button ter uma condução mais suave que a de Lewis. Arrisco dizer que a McLaren é, em termos de pilotos, a equipe mais heterogênea.
Ao fim e ao cabo, Hamilton realizou as melhores ultrapassagens do GP (sobre Rosberg, por exemplo) e o acidente que fê-lo perder uma posição ao final não foi sua culpa.
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Gostaria de fazer outros comentários, um geral e outro específico.
O primeiro é em relação a algo que tem se tornado uma espécie de necessidade na F-1 atual: elogiar Sebastian Vettel. Não o vejo, ainda, como um gênio. Acredito que ele ainda tem muito que mostrar, principalmente na sua postura: não o culpo pelos problemas enfrentados no Bahrein e na Austrália que, oficialmente, foram todos de ordem mecânica: me refiro ao "eles vão ver" de sábado.
O piloto já está em sua terceira temporada completa. Portanto, já está na hora de dosar suas declarações e euforia. Que me chamem de recalcado, etc, mas é o que penso. Um grande campeão não é feito só de velocidade.
E o meu segundo comentário é sobre outro alemão, o maior deles, Michael Schumacher.
Li hoje que a imprensa europeia está pichando o piloto. Foram apenas duas corridas, numa delas ele teve desempenho discreto, e em outra foi apagado, é verdade. Mas tudo isso faz parte de seu período de readaptação, e eu creio firmemente que ele ainda irá melhorar muito, pois sua maior característica ao longo da carreira foi a tenacidade.
Por enquanto, mantenho a "aposta" que fiz ao final do ano passado, quando do anúncio de sua volta.
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E falando em Schumacher, o acidente que fez com que ele e Alonso fossem para o fim do grid, e que causou a perda de alguns postos a Button, lembrou muito aquele do início da temporada 1989: em Jacarepaguá, Senna, Berger e Patrese se envolveram em batida semelhante à da Austrália:



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A Fórmula 1 parece estar, aos poucos, voltando às suas grandes épocas. Por fim, pode-se dizer que essa prova foi a melhor desde a lendária Interlagos-2008. E que venha a Malásia.

sexta-feira, 12 de março de 2010

GP do Bahrain - Treinos

A temporada 2010 começou, finalmente.
Na última madrugada tivemos os dois primeiros treinos livre na pista asiática, que aumentou em quase 1km. Tivemos duas sessões bastante distintas (mais informações aqui e aqui).
Na primeira delas, vimos Adrian Sutil e a Force India em primeiro lugar, com as duas Ferrari completando as duas primeiras filas (entre eles a Renault de Kubica), com Alonso em 2º e Massa em 4º. Depois vieram as duas McLaren, seguindo a ordem numérica dos carros (Button/Hamilton). As Mercedes foram apenas 8º (Rosberg) e 10º (Schumacher). Das favoritas, a decepção foi a Red Bull, com Webber em 9º e Vettel como 13º.
No entanto, para a segunda sessão, tudo mudou: a "pole" ficou com Rosberg, seguido por Hamilton, Schumacher e Button, nessa ordem (domínio absoluto dos motores Mercedes). Vettel superou Webber (foi 13º) e surgiu em 5º. As Ferrari é que ficaram para trás, com Massa (o 7º) à frente de Alonso (o 9º).
Não sabemos em que medida houve alterações de combustível no que se refere às primeiras sessões, mas tenho a leve impressão de que o segundo treino foi "mais real". Obviamente, a Ferrari deve conquistar posições melhores que as do último treino e, assim, as quatro melhores equipes deverão compôr o "Top 10", com a citada Force India, uma Williams (Hulkenberg ficou à frente de Barrichello em ambos os treinos) ou ainda a Renault (Petrov superou Kubica na segunda parte) nesse "bolo".
Nota triste para os brasileiros estreantes: carros que são verdadeiras bombas tendem a comprometer carreiras promissoras.
A temporada começa bem e com muitas expectativas. Amanhã, o primeiro teste de fogo para pilotos e equipes.
Na nossa "enquete de pré-temporada" perguntamos sobre quem seria o campeão. Demos a opção de quatro pilotos, e por "outro" devemos entender "Button e Vettel". Schumacher ganhou tranquilo essa primeira disputa (imagino como ele deva estar feliz com tal notícia): obteve 26 votos. As Ferrari aparecem completando o pódio (18 votos para cada). Só depois surgem os pilotos de McLaren e Red Bull (Hamilton com 4, "outros" com 4) .
E como será na prática?
O texto "Fórmula Madonna", de Eduardo Corrêa, é uma excelente leitura desse início de temporada e nos diz o que esperar dos duelos internos das grandes equipes, além de traçar ótimos perfis técnicos dos principais pilotos.