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sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Pódios Brasileiros - Parte Final

Nesta parte, os últimos pódios brasileiros antes de 2008.

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19º Pódio: GP do Japão, 1990
Suzuka, 21 de outubro
Resultado Final: 1º Piquet, 2º Moreno, 3º Suzuki
Diferença entre os brasileiros: +7,223s
Pole position: Ayrton Senna (McLaren-Honda)
Melhor volta: Riccardo Patrese (Williams-Renault), 1’44”223 na volta 40
GPs de Piquet até então: 186
GPs de Moreno até então: 8

Resumo do GP:
Decisão do campeonato. Senna era o líder, mas Prost ainda tinha chances de conquistar o título. Na disputa pela pole, o brasileiro supera o francês, então piloto da Ferrari. Piquet classificou em sexto, com a mediana Benetton.
Moreno, apesar de poucos GPs disputados, havia estreado na F1 em 1982, pela Lotus. Em 1990, correu grande parte da temporada pela EuroBrun, obtendo qualificação para apenas 2 GPs. Porém, a sorte lhe sorriu quando Alessandro Nannini teve um acidente de helicóptero, abrindo a vaga na Benetton ao lado de seu velho amigo Piquet. Alinhou no grid em 8º.
Na noite do sábado, a McLaren propôs a mudança da posição de largada: originalmente, o pole position largaria do lado sujo da pista. Tendo a proposta negada, Senna perderia qualquer vantagem por largar no lado sujo da pista. Para o piloto brasileiro, era clara a existência de um acordo para ajudar Alain Prost na disputa pelo título, como havia acontecido no ano anterior.
Como esperado, Prost tracionou melhor na largada e parecia conseguir ultrapassar Senna ainda na primeira curva. Porém, o brasileiro não facilitou e ambos se chocaram na tangência da curva. Abaixada a poeira, Senna bate no cinto e sai do carro como o novo campeão mundial.
A corrida continua, com Berger assumindo a liderança. Na volta seguinte, o austríaco roda na sujeira deixada pelo acidente de Senna e Prost, e abandona. Mansell é o novo líder, com a Ferrari, sendo perseguido pelas duas Benetton. Piquet e Moreno largaram bem, e começam a pressionar o piloto inglês.
Com um carro superior, Mansell abre vantagem para os brasileiros, e na volta 26 faz sua parada programada. Mesmo tendo uma boa vantagem, ele tenta voltar á pista o mais rápido possível, e sua fúria provoca a quebra do eixo traseiro.
O abandono de Mansell deixa Piquet na liderança, seguido por Moreno. Aguri Suzuki, piloto da casa, assume a terceira posição quando da parada de Patrese, completando o pódio.
O campeonato estava decidido: Senna era o campeão, com 78 pontos. Prost era vice, com 69. Piquet assumiu um honroso 4º lugar, com 35.



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20º Pódio: GP dos EUA, 1991
Phoenix, 10 de março
Resultado Final: 1º Senna, 2º Prost, 3º Piquet
Diferença entre os brasileiros: +17,376s
Pole position: Ayrton Senna (McLaren-Honda)
Melhor volta: Jean Alesi (Ferrari), 1’26”758 na volta 49
GPs de Senna até então: 110
GPs de Piquet até então: 188

Resumo do GP:
Na tentativa de diminuir o domínio de Senna nas pistas, a FIA apresentou mudanças significativas no regulamento. Pela primeira vez desde 1985 não haveria necessidade de descartar resultados. Além disso, a vitória passou a valer 10 pontos (antes eram 9). Finalmente, os treinos classificatórios foram limitados em 12 voltas (antes não havia limites).
Mesmo assim, Senna garantiu a pole com mais de 1 segundo de vantagem para a Ferrari de Prost, o segundo no grid. Na seqüência alinharam as Williams de Patrese e Mansell: era a versão beta do carro do outro mundo dos anos seguintes. Piquet alinhou em quinto, mostrando que a Benetton havia evoluído após a contratação de John Barnard, ex-engenheiro da Ferrari.
Na corrida, verificou-se um passeio de Senna. O brasileiro corroborou seu favoritismo em pistas de rua com mais uma vitória de ponta a ponta. Prost tentou acompanhar o ritmo, mas parou para trocar pneus e perdeu posições. Piquet, que havia perdido posições na largada, optou por não trocar pneus e chegou a andar em segundo. Porém, na volta 69, Prost faz uma dupla ultrapassagem magnífica, sobre Piquet e Alesi, recuperando a segunda posição.
No campeonato, Senna liderava com 10 pontos, seguido de Prost com 6 e Piquet com 4.




Reparem em Piquet fazendo chifrinho em Balestre, enquanto Senna finge dar um tapa na cara do dirigente Francês.

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21º Pódio: GP da Bélgica, 1991
Spa-Francorchamps, 25 de agosto
Resultado Final: 1º Senna, 2º Berger, 3º Piquet
Diferença entre os brasileiros: +32,176s
Pole position: Ayrton Senna (McLaren-Honda)
Melhor volta: Roberto Moreno (Benetton-Ford), 1’55”161 na volta 40
GPs de Senna até então: 120
GPs de Piquet até então: 198

Resumo do GP:
O fim de semana começou com um banho de Senna, mais uma vez fazendo a pole com 1 segundo de vantagem para Prost, o segundo. Mansell, postulante ao título largou em terceiro. Piquet classifica em sexto, uma posição à frente do estreante Michael Schumacher, da Jordan.
Senna larga bem e mantém a ponta. Prost tem problemas de motor e abandona na segunda volta. Mansell aproveita e pressiona Ayrton, conseguindo voltar à frente do brasileiro após ambos trocarem pneus.
Na volta 21 o motor de Mansell apresenta problemas, e Alesi assume a ponta, seguido por Senna e Piquet. Logo depois, o motor Honda de Senna apaga. Quase parando, o brasileiro consegue fazer o motor voltar a funcionar e volta à corrida ainda em segundo. Na volta 31, é a vez de Alesi ter problemas de motor e abandonar. Senna assume a ponta, com DeCesaris (!!!) em segundo e Piquet em terceiro. Porém, em duas voltas Piquet perde duas posições, para Patrese e Berger.
Faltando 3 voltas para o final, DeCesaris (motor) e Patrese (câmbio) abandonam. Com isso, Berger assume a segunda posição e Piquet termina a corrida em terceiro. Este seria o único pódio brasileiro em 17 anos.
Na classificação, Senna abre 22 pontos de vantagem sobre Mansell (71 a 49). Seria a última vitória de Senna em 91, mostrando que o tri campeonato não foi uma conquista fácil até o final.



quarta-feira, 23 de julho de 2008

Pódios Brasileiros - Introdução

Aproveitando o "embalo de domingo de manhã", quando, depois de dezessete anos, dois brasileiros subiam juntos a um pódio de uma corrida de Fórmula 1, o F1 Critics começa hoje um especial sobre todas as vezes em que isso aconteceu. E não foram poucas. O pódio que contou com Nelson Ângelo Piquet, em 2º, e Felipe Massa, em 3º, foi o vigésimo-segundo da história do Brasil. Além de inusitado, foi histórico.
Nelson Piquet, o filho, foi o 9º piloto brasileiro a chegar entre os 3 primeiros na F-1: antes dele, logicamente, o bi-campeão mundial Emerson Fittipaldi, o grande precursor; em seguida, José Carlos Pace, que dá nome ao autódromo de Interlagos, segundo brasileiro a vencer uma corrida; depois, o grande tri-campeão Nelson Piquet, primeiro brasileiro a levantar três taças; anos mais tarde, Ayrton Senna, o maior vencedor do Brasil na F1.

Ainda na época de Senna e Piquet, Mauricio Gugelmin (1989) e Roberto Moreno (1990) conseguiram um pódio cada. Alguns anos depois, Barrichello, o segundo brasileiro que mais subiu ao pódio em todos os tempos, chegaria entre os três melhores colocados de uma prova. E, por fim, Felipe Massa, que há pouco mais de dois anos, já na Ferrari, subia ao pódio pela primeira vez, sendo o brasileiro que mais tempo levou para atingir a marca.
A seguir, o "Ranking" brasileiro de pódios:
1- Ayrton Senna, 80
2- Rubens Barrichello, 62
3- Nelson Piquet, 60
4- Emerson Fittipaldi, 35
5- Felipe Massa, 23
6- José Carlos Pace, 5
7- Roberto Moreno, 1
8- Nelson A. Piquet, 1
9- Mauricio Gugelmin, 1

No total, tivemos nada menos do que 268 pódios com pilotos brasileiros, entre 1970 e 2008. Desses 268, em 22 houve dois ao mesmo tempo. Talvez seja por isso que se falava, especialmente entre os anos 70 e 80, que o Brasil produzia os melhores pilotos, e Jackie Stewart chegou a explicar esse domínio dizendo "É a água que eles bebem", em tom irônico, é claro.
Abaixo, a lista de corridas em que dois brasileiros chegaram ao pódio:

Emerson-Pace: 3 vezes - Brasil (Pace 1º, Emerson 2º), Mônaco (Emerson 2º, Pace 3º) e Inglaterra (Emerson 1º, Pace 2º), todas em 1975.

Emerson-Piquet: 1 vez - EUA (Piquet 1º, Emerson 3º) em 1980.

Senna-Piquet: 16 vezes - Itália (Piquet 2º, Senna 3º), 1985, Brasil, Alemanha e Hungria (Piquet 1º, Senna 2º), 1986, Mônaco e EUA (Senna 1º, Piquet 2º) Inglaterra (Piquet 2º, Senna 3º) Alemanha (Piquet 1º, Senna 3º) Hungria e Itália (Piquet 1º, Senna 2º), 1987, San Marino (Senna 1º, Piquet 3º) e Austrália (Senna 2º, Piquet 3º), 1988, Canadá (Senna 1º, Piquet 2º) e Hungria (Senna 2º, Piquet 3º), 1990, EUA e Bélgica (Senna 1º, Piquet 3º), 1991.

Piquet-Moreno: 1 vez - Japão (Piquet 1º, Moreno 2º) em 1990.

Piquet-Massa: 1 vez - Alemanha (Piquet 2º, Massa 3º) em 2008.

Curioso notar que Barrichello, embora seja o segundo brasileiro que mais subiu ao pódio, não dividiu o local com nenhum compatriota. E não por falta de oportunidade: entre 1994 e 2005, o brasileiro subiu ao pódio nada menos que 61 vezes, numa média de 5 por ano. Gugelmin, também ausente nas dobradinhas, chegou ao pódio no GP do Brasil de 1989, em terceiro, numa corrida em que Senna sofreu acidente e chegou em 10º. Na Inglaterra 88, Senna fôra o primeiro, e Gugelmin o quarto. Por pouco não aumentamos a lista...

Ayrton Senna e Nelson Piquet, claro, dominam essas estatísticas, por serem nossos dois maiores campeões, e por terem corrido na mesma época. Aliás, é curioso notar que, desde que surgiu na Fórmula 1, o sobrenome Piquet sempre esteve presente em quaisquer "dobradinhas" brasileiras. Desde a primeira vez, com Nelsão, até agora, com Nelsinho, "Piquet" subiu ao pódio 19 vezes, o que representa 86% do total. E a tendência é que aumente.