Um blog original e imparcial sobre a categoria máxima do automobilismo. Neste espaço você irá encontrar notícias comentadas, vídeos, fotos, curiosidades, análises, história e muita opinião.
Hoje, saiu o comunicado da FIA - recomenda-se a leitura -, e nele está escrito: "No que se refere a Fernando Alonso, o Conselho Mundial gostaria de agradecê-lo por cooperar com as investigações da FIA e pela participação na reunião. Além disso, o Conselho conclui que Alonso não esteve envolvido de nenhuma maneira com as violações da Renault".
Na justiça, Alonso é inocente. Nada se provou contra ele.
Você, caro leitor, não está lembrando de nada?
As fotos a seguir, que com certeza remeterão o leitor ao ano de 2005, falarão por si.
E que cada um tire suas próprias conclusões.
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Todo crime tem um dedo-duro, geralmente alguém que tomou parte nele, e se beneficiou de algum modo. Quando o dedo-duro (ou "alcagüete") vem à tona, geralmente ele se veste no manto do "arrependimento", mas todo mundo sabe que é vingança: ou não recebeu tudo o que queria, ou então foi "traído" - no seu entendimento.
No crime, provavelmente haverá aquele que participa de reuniões mais diretas, normalmente a mando de alguém com um "cargo" superior, pondo a sua "cara à tapa", mas obviamente tentando encontrar todos os meios possíveis para que a farsa jamais seja descoberta. Quando isso acontece, o "mediador" age como o delator, pedindo desculpas e assumindo o erro.
Há sempre aquele que é o que comanda tudo, o que realmente manda no negócio, o que tem a ideia e a põe em prática, usando-se, para isso, do mediador e precisando do delator em algum momento. Normalmente ele esquece deste último, ocasionando a descoberta dos planos mirabolantes de início, num misto de megalomania e arrogância...
E sempre há aquele que é o "queridinho do chefe", aquele que sai ileso e aquele cuja imagem acaba por sair imaculada. Normalmente, ele é o mais beneficiado da história toda, justamente por saber se preservar e não se deixar envolver nas tramóias de modo direto. E, no final, ele sempre poderá dizer: "Eu não sabia de nada".
A crise, finalmente, acabou. Max renunciou, a F-1 continua... Será que esse é o fim dos problemas? No ar, mais uma coluna de Marcel Pilatti no GP Total, fazendo o resumo das principais notícias relacionadas ao mundo da Fórmula 1.
A Fórmula 1 tem sido uma metáfora de si mesma. Uma espécie de auto-piada. Cada vez mais vemos absurdos. Então, o que resta é dar risada. Confira a coluna "Mais do mesmo", no GP Total.
Que tal os amigos darem uma lida na coluna do Edu, lá no GP Total? Está sensacional, pra variar. Um jornalista absolutamente brilhante, revelando que anda em crise com esse esporte que, aos poucos, estamos vendo esmorecer.
Tudo começou quando Gerhard Berger disse: "Alonso estará na Ferrari em 2010". Novamente o boato surge, sem ser a Espanha a sua fonte. Essa e outras notícias - como sobre os 15 anos da morte de Senna - e comentários - bem-humorados - você poderá encontrar na oitava coluna de Marcel Pilatti no GP Total.
Ontem iniciou-se o julgamento da apelação da McLaren sobre a punição impostos a Lewis Hamilton no GP da Bélgica. O inglês, que somaria 10 pontos, acabou ficando com seis, pois com os 25 segundos acrescidos ao seu tempo acabou na terceira posição. Com isso, Massa, que completou em segundo - o que lhe conferiria 8 pontos - acabou "herdando" a vitória e somando mais dez pontos.
Hoje saiu o resultado da apelação: a FIA negou, claro. Assim, o campeonato que, com a vitória original teria 82 pontos para Hamilton e 75 para Massa, agora vê-se com 78 a 77, respectivamente. Certamente dá mais "graça" ao campeonato se, faltando 4 corridas pro fim (i.e. 40 pontos em jogo), apenas um ponto separa o líder do vice, do que se fossem 7 pontos de distância.
Interesse, puro interesse.
No entanto, mais uma vez vemos as contradições das decisões da entidade que comanda o negócio-esporte mais famoso do mundo. Vamos refrescar um pouco a memória.
Muitos falaram da estranha avaliação feita pela FIA pois, ano passado, o piloto Vitantonio Liuzzi, então na Toro Rosso, foi punido da mesma maneira no GP do Japão. Ele havia ultrapassado Adrian Sutil com o safety-car na pista e conquistou a oitava colocação. Mas sofreu uma punição, com acréscimo de 25 segundos ao seu tempo de prova...
Mas houve a apelação, e os pontos de Liuzzi foram restituídos. No caso de Hamilton, não. Até aí, nenhum problema, afinal, pode ser que este ou aquele recurso fosse melhor aplicado, e que esta ou aquela infração fosse mais grave. Mas não foi por isso que um recurso antes aceito agora foi negado.
Jornalista questionaram essa diferença no trato, e a FIA deu a seguinte resposta: "Naquele caso [Liuzzi, Japão-2007], nenhuma das partes envolvidas levantou a inadmissibilidade da apelação". Em outras palavras, como a equipe de Adrian Sutil (então Spyker), o ultrapassado, não questionou a validade do recurso da Toro Rosso, a Corte de Apelação entendeu que o recurso era "admissível".
Pizza muito bem temperada. São 3 ingredientes:
1- A Ferrari questionou a validade do recurso da McLaren e... pronto.
2- A FIA decidiu que a McLaren irá pagar os custos do tribunal...
3- A gravação do diretor da prova, Charlie Witting, que dizia que a manobra NÃO GERARIA PUNIÇÃO foi ignorada.
"Há algo de podre no reino da Dinamarca". Essa é uma das frases mais famosas de um dos escritores mais famosos de todos os tempos. William Shakespeare definiu, em 'Hamlet', a angústia e a dúvida. E o personagem constatou que havia algo de errado naquele reino que, de longe, parecia a perfeição.
Custo a crêr, mas às vezes creio: somos reféns. Nosso mundo vive na sombra da manipulação. Na última Olimpíada, ouvimos muitas criticas à China, que tentava manipular, mascarar, maquiar, coisas erradas que aconteciam no país e nos jogos, como ao simplesmente ignorar um acidente ocorrido com um atleta, e não ceder uma informação sequer sobre seu estado de saúde ou localização.
Agora, também, apareceu aquela história de que a vitória da Seleção Brasileira sobre Gana na Copa de 2006 teria sido "arranjada"; há os problemas referentes à vitória da Argentina sobre o Peru em 1978; Há a vitória da Inglaterra, em 1966, na decisão contra a Alemanha; E suspeitas rondam a mesma Alemanha, contra a mencionada Argentina, na final de 1990. Jogos que parecem ter sido "previamente acertados". Isso para ficar apenas no principal campeonato, por futebol tem milhares de casos desses...
E na Fórmula 1, como vimos, não é diferente: campeonatos de 1989, 94, 97, 99, 2006 e 2007 [para ficar apenas nos últimos 20 anos], com "um dedinho" da Federação para modificar a história. Curiosamente, só nos dois primeiros que ganhou quem "eles" queriam; nos outros, erros do beneficiado ou superação do prejudicado fizeram com que prevalecesse a questão "braço".
E esse ano, como vai ser? Será mais um campeonato com a "mancha" do tapetão? Massa será um campeão (i)moral? Hamilton conseguirá "dar a volta por cima"? Ou será que a Ferrari não está sendo beneficiada e A dupla FOM/FIA só tem culpa de ser demasiado correta e justa?...
No post anterior, mencionamos uma frase do tricampeão mundial (1969/71/73) e recordista de vitórias por 14 anos (1973 a 1987), Jackie Stewart. No GP de Valência (ao comentar a multa de Massa), oescocês disse que: "aos olhos de muitos, isso [a decisão dos comissários] mostra mais uma vez que, em tais casos, a Ferrari tem tratamento diferenciado".
Pergunto: até que ponto a opinião de Stewart deve ser levada em conta?...
Não sei, mas hoje um outro tricampeão, Niki Lauda (ferrarista roxo, sendo piloto e depois diretor técnico por anos) disse: "Esse é pior julgamento na história da Fórmula 1 (...) É o julgamento mais pervertido que eu já vi". Segundo Lauda, "é absolutamente inaceitável quando três funcionários (os comissários da prova) influenciam o campeonato desta forma"...
Então, Stewart > Marcel; Lauda > Cassio, certo?
Recomendaria, muito, que lessem a matéria publicada hoje no GrandPrix: o site traz a seguinte manchete: "A Fórmula 1 dá um tiro no próprio pé", traduzindo literalmente. É muito interessante ler pois se trata de um site com anos de existência, e que é uma verdadeira fonte de registros históricos.
Independente disso, é ver uma matéria "de dentro" do paddock, isto é, de quem ouve e vê como as coisas acontecem por lá. A matéria começa relembrando o "incidente" Massa-Sutil e diz que "uma penalidade nesses casos normalmente seria a de um Stop&Go de 10 segundos, mas só houve multa". E foi exatamente isso o que Sir Stewart disse.
Em seguida, eles começam a falar sobre aquilo que, nos corredores da F-1, é conhecido como "a regra do carro vermelho". Longe de ser uma piada, esse sentimento é muito forte entre todos que lá transitam.
Transcreverei aqui o trecho que considerei mais importante: "goste a FIA ou não, há uma crença imutável de que a Ferrari sempre é favorecida por aqueles que tomam as decisões, especialmente quando a McLaren está envolvida. A insitituição nega isso, mas quem mais acredita? Ocorreram tantas decisões desse tipo, que a de hoje em si é irrelevante (...) As pessoas já não acreditam mais que haja justiça e retidão. E isso é assustador porque, se deixarem de acreditar no esporte, então estaremos completamente perdidos".
Há algo de podre no reino da Fórmula 1? Há algo de podre no esporte? Há algo de podre no mundo? Há algo de podre no ser humano? Infelizmente, parece que sim.
A Fórmula 1 de antigamente está de volta. Não, não falo de emoção. Falo de manobras políticas, decisões equivocadas, favorecimentos descarados.
Hamilton, vencedor do GP da Bélgica, foi punido com um acréscimo de 25 segundos no seu tempo, e caiu para a 3ª posição na corrida. Com isso, chega a 76 pontos, contra 74 de Massa, que foi declarado vencedor.
Com o resultado normal, líamos 80 a 72 na tabela.
Kimi Räikkonen, agora está fora da dispta pelo título. Com 17 pontos a menos que Massa, e 19 para Hamilton, a equipe italiana deve privilegiar o brasileiro, e assim teremos um campeeão mundial e que quase venceu Schumacher em 2003 (vice por dois pontos) como segundo piloto.
Kimi, diga-se, fez uma ótima corrida, passando de quarto para primeiro em duas voltas, dominando toda a prova, e lutando como um cavalheiro.
"O segundo lugar não me interessava", disse. Me lembrei do Senna no GP do Brasil de 1994.
Se havialguém que merecia essa vitória hoje, esse alguém é Kimi Räikkonen.
Mas o que contesto é a decisão da FIA: já na corrida passada, vimos a política dar as caras: o incidente de Massa com Sutil rendeu apenas uma multa de 10 mil euros para Felipe Massa - algo como cinco reais, pra mim.
Quem contestou essa decisão - apenas uma multa - não foi esse blog, mas JACKIE STEWART, tri-campeão de Fórmula 1: "percebemos que as punições mudam quando se trata da Ferrari".
Acho que Stewart é uma personalidade muito grande para dizer isso, e sua opinião deve ser levada em conta. A nossaa? nem tanto. mas, quem puder, leia.
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Ano passado, vimos vergonhosas punições a Alonso (Hungria), e não punições a Hamilton (Japão), fatos que deram a chance de Hamilton lutar pelo título até o fim, mas perder por erros próprios.
Apenas para lembrar, nesse GP do Japão, Lewis bloqueou Sebastian Vettel seguidamente nao momento em que o Safety-car estava na pista, e causou um acidente entre o jovem alemão e outro piloto. Não foi punido por nada.
Além disso, a punição que deram a Alonso na Hungria, é muito bom lembrar, não estava baseada em NENHUM ARTIGO OU ITEM DO REGULAMENTO DA FIA. Foi apenas uma forma de dar satisfação.
E tem mais uma: nos treinos do GP do Brasil, Hamilton usous DOIS JOGOS de pneus de chuva, e o regulamento é expresso que só pode um. Chamaram ele para "dar explicações". Foi punido? Não.
"Ahhh, então como que a FIA favorece o Hamilton num ano, e depois prejudica?"...
Calma lá.
A FIA é comandada por um homem chamado Max Mosley. Bernie Ecclestone é o outro chefão, da FOM. Ano passado, Ecclestone queria Hamilton. Mosley também. Pois a Fórmula 1 tinha muito interesse em que o primeiro piloto afro-descendente fosse campeão mundial.
Mas aquela conversa de espionagem, etc, fez com que uma punição se exigisse. Não houve modificação na pontuação dos pilotos, de modo que Hamilton permanecia com candidato - favorito - ao título.
Porém, não é segredo pra ninguém que a punição com a perda do títulos de construtores e a astronômica multa de R$ 100 milhões da McLaren ano passado, foram um duríssimo golpe em Ron Dennis.
Esse ano, Max Mosley se envolveu no famoso episódio das orgias, em que inclusive se caracterizava de nazista. E surgiram muitos boatos em torno do fato de que poderia ter sido Dennis a "patrocinar" a matéria, trazendo à tona os deslizes de Mosley, fazendo o "chefão" "colocar as mangas de fora".
Puniram o Hamilton, depois do GP do Canadá, com 10 posições no grid de largada da França. Hamilton fez "bobagem"? Fez. Mas em 2007 ele não teria sido punido. Como não foi, vide os exemplos que citei no início.
E aí entra a questão grande: jogo de interesses. Se querem a Renault, manipulam para isso. Se querem o oitavo título de Schumacher, trabalham para isso. Se querem a McLaren campeã com o primeiro negro da história, fazem de tudo para que isso aconteça. Se não querem que Senna seja campeão mundial, ele não vai ser e pronto. Se querem Schumacher e a Benetton, tá lá!
Lembro agora de algumas decisões controversas da FIA:
1989 - Ayrton Senna vence o GP do Japão. Como cortou caminho para voltar à pista, não completou a volta X, e, com isso, não pode ganhar o GP. Senna recebeu a bandeirada, seu nome apareceu no vídeo, mas o chefão da época - que foi substiuído por Max Mosley! - decidiu que não seria assim. Senna estava desclassificado. Prost foi campeão, então.
1994(ainda vamos falar muito sobre essa temporada cabulosa) - A Benetton de Michael Schumacher vinha com diversas infrações de regulamento, como alteração na bomba de gasolina, tomando vantagens nos pit-stops, uso do controle de tração, controle de largada, e outras manipulações como GP da Inglaterra, quando burlaram a bandeira preta. A equipe permaneceu no mundial, e não teve exclusão, como a pequena Tyrrel sofreu em 1984.
1997 - Villeneuve chega ao GP do Japão, penúltima etapa, com NOVE pontos de vantagem para Schumacher. Em resumo, poderia ser campeão já em Suzuka. Do que ele precisava? Terminar UM ponto a frente de Schumacher. Nos treinos livres, Jacques é excluído do GP do Japão - ele ia correr, mas sem marcar pontos!!!!!!!!!!!!!! Motivo: era reincidente no desrespeito à bandeira amarela. Um piloto parou o carro na pista, os comissários sinalizaram a bandeira amarela e ao passar por lá Villeneuve não reduziu a velocidade, ao menos como desejavam os comissários, que o reportaram ao diretor de prova. Schumacher chega à ultima etapa com um ponto a mais que o canadense...
1999 - A Ferrari é desclassificada do GP da Malásia, penúltima etapa, porque os defletores laterais estavam maiores do que o permitido. Com isso, Mika Häkkinen era bi-campeão mundial. Todavia, alguns dias depois, a FIA volta atrás da decisão, e resolve que a Ferrari estava "dentro da legalidade". Com isso, a decisão ficou para a última corrida.
2006 - A FIA, logo em seguida a Alonso abrir 25 pontos de vantagem para Schumacher, DECIDE que os amortecedores da Renault eram ilegais. Mas, calma aí, a Renault os estava usando a partir dali? Não. Em 2005 já tinha. E era "legal". Palavra da FIA. Cito o grande Livio Oricchio : "Mas então em 2006 ele não obedece mais às regras do jogo? Elas mudaram? Não. Eram exatamente as mesmas nesse aspecto. O que mudou foi o interesse dos homens que dirigiam a competição (...) O que é que faz a diferença no R26 e que pode eventualmente ser considerado ilegal para Alonso não dispor de um conjunto tão eficiente? Uma das opções era o amortecedor de massa e ele acabou escolhido".
Mas só a abolição dos mas não foi suficiente para diminuir a superioridade de Alonso. O que fazer, então? GP da Itália. Treinos. Alonso marcara o 5º tempo. Felipe Massa - o mesmo protagonista atual - faz uma declaração formal que teria sido "atrapalhado" em sua volta rápida. "É uma decepção ver um campeão mundial fazendo isso", Feipe diz. A FIA pune Alonso. Ele iria largar em décimo. Na corrida, se recupera, e chega em terceiro, quando seu motor estoura. Agora Schumacher diminuía uma diferença de 12 para 2 pontos, anuncia sua aposentadoria, e todo mundo acha o máximo. A FIA, principalmente.
Por favor, me digam se Alonso atrapalhou Massa. Fora Galvão Bueno, alguém consegue ver isso?
E daí aparece a Patrícia Poeta, no "Globo Notícia", dizendo: "uma boa notícia para o Brasil na Fórmula 1: Felipe Massa foi declarado vencedor na Bélgica, e está a apenas 2 pontos do líder Lewis Hamilton". Imagino a histeria de Galvão Bueno à noite se o Brasil vencer o Chile: "é dia da Independência, vitória de Massa... ééééééé do BRASIL-SIL-SIL".
Me envergonho.
Hoje eu entendo porque chamam a Fórmula 1 de "circo". Eu sei que domingo que vem estarei acordado às 8h30 da manhã, mas eu queria não mais assistir Fórmula 1. Até quando manipulações de resultados irão nos prejudicar, nos privando de ver o talento prevalecer?...
Por isso eu prefiro acompanhar a final do US Open e torcer por uma vitória de Roger Federer. Até que se prove o contrário, no tênis esse tipo de coisa não acontece.