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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Notícias - parte 17

Fechando a conta e passando a régua no mês de novembro, publicamos aqui a coluna "Verdades", veiculada no GP Total.
Na lista de assuntos, principalmente Michael Schumacher. Também falou-se de especulações para o ano que vem e otras milongas más...

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Mais um ano se passou... - parte 3

Só para que os leitores saibam: está no ar, no GP Total, a coluna "Top 10", que repdrouz na íntegra o material já postado aqui anteriormente.
De novo, as fotos lá postadas e, claro, o layout -- bem melhor.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Mais um ano se passou...

Chegamos agora ao final de mais uma temporada da Fórmula 1, a sexagésima.

Junto à de 1982, pode ser dita a mais estranha; se assemelha bastante à de 1999, por ter vários vencedores (6), ainda que polarizada por duas equipes, e com um piloto ferrarista fora do campeonato em virtude de acidente; lembra as de 1992 e 2004, pelo início absolutamente enfadonho. Mas foi uma temporada singular no que diz respeito a surpresas. Algumas positivas, outras negativas. Vamos ao "Top 10".
Surpresa 1: Brawn GP
Uma equipe anuncia sua "entrada" pouquíssimo tempo antes do início da temporada e substitui a Honda de horrorosos desempenhos: tem como dar certo? Claro que o pensamento seria: não. Mas deu.
A começar pelos testes: me lembro de ter visto com surpresa e descrença os tempos --invariavelmente, recordes-- registrados tanto por Barrichello quanto por Jenson Button. Em seguida, a estreia na categoria e uma dobradinha nos treinos. Na corrida, o mesmo.
A história de ficção continuou com um dos pilotos vencendo nada menos que seis das primeiras sete corridas e garantindo o título praticamente ali. Depois, na Inglaterra, o romance começou a se findar, com o avanço de outros times.
Mas ainda houve momentos de lampejo, com duas vitórias (uma dobradinha) em momentos onde não se apostava no time inglês. E o final foi tão épico quanto o início: campeã de pilotos e construtores.
Surpresa 2: Jenson Button
O tosco Briatore, com um quê de inveja, atacou os pilotos da Brawn quando, no início do campeonato, eles estavam arrebentando - ou melhor, Button estava. O fanfarrão disse que Button era um "ex-desempregado" e que não podia acreditar no que acontecia.
No entanto, ainda que poucos nutrissem o mesmo desprezo, é difícil aceitar a ideia de que alguém acreditasse.
Apesar do conservadorismo quase judaico de Button na segunda metade da temporada, o desempenho inicial foi algo arrasador, e encontra poucos paralelos na história da categoria - só mesmo os dias mais inspirados de Michael Schumacher & Ferrari.
Button nunca fez o estilo brilhante, arrojado ou "Tutto Cuore". Fez mais o estilo frio, estrategista e que, em determinados dias, podia ser (bem) mais rápido que a concorrência.
Dou destaque para suas vitórias no Bahrein (partiu em quarto e conquistou posições logo de início) e em Mônaco (porque vencer em Monte Carlo, tirando o Olivier Panis, é coisa para os grandes).
Button passa para a história talvez abaixo dos não campeões Moss, Peterson, Gilles e Ickx. Mas, qual compatriotas Damon Hill, Mike Hawthorn e James Hunt, teve seus méritos e soube aproveitar as oportunidades muito bem.
Assim como no campeonato brasileiro de pontos corridos, no mundial de F-1 sagra-se campeão aquele que se prepara melhor e erra menos ao longo da temporada.
Surpresa 3: Rubens Barrichello
No começo do ano, era dado como morto - mais que a própria Honda. Era motivo de piadas e chacotas das mais tacanhas possíveis. A tônica geral era: "está acabado", "ninguém o quer" e "é uma m...". Feito o anúncio de seu contrato, a surpresa foi enorme.
Depois, a competitividade dos Brawn trouxeram ainda mais expectativas. O início foi ruim, especialmente comparando-se ao companheiro de equipe, o que fez com que as mesmas piadas voltassem e até se tornassem mais raivosas.
Erros do piloto - Austrália -, estratégias equivocadas - Espanha, Alemanha -, além de dias obscuros - Hungria - fizeram com que a esperança quase acabasse.
Mas passado o período de domínio de Button, Barrichello ficou ainda mais forte e fez o que se esperava: Dos últimos 10 treinos, foi mais rápido que Button em 9; marcou 8 pontos a mais nesses GPs; terminou metade das vezes à frente, outra metade em posições inferiores.

Entretanto, em muitas dessas 5 "derrotas" teve desempenhos notoriamente melhores em performances que foram castigadas por infortúnios (Cingapura, Brasil e Abu Dhabi), justamente na reta final. Obteve duas ótimas vitórias e uma bela pole, contra apenas dois pódios do companheiro de equipe.

Só que era tarde demais, e não apenas Button mas também Vettel superou Rubens na tabela.

Por fim, conseguiu um contrato com outra equipe, tornando-se agora, além de recordista em GPs, o piloto presente no maior número de temporadas.
Surpresa 4: Lewis Hamilton
Surpreendeu negativa e positivamente: a parte negativa veio, principalmente, por conta do episódio do GP da Austrália, em que mentiu de forma clamorosa aos comissários. Também pode-se dizer que (e aí a culpa maior é da McLaren) esperava-se mais de um campeão mundial, especialmente no início da temporada, com as lendárias cinco etapas sem pontos.
Mas a sua ascensão na parte final do campeonato (foram 5 pódios nas últimas 8 corridas, sendo duas vitórias), quando foi o piloto que marcou o maior número de pontos --40--, mostrou o verdadeiro talento que tem. Houve um tropeço em Monza, que fê-lo voltar a ser questionado, mas a vitória na etapa seguinte selou as dúvidas.
Encerrou o ano na frente, com uma pole e uma provável vitória em Abu Dhabi -- que só não se concretizou por conta daquela que foi a primeira falha mecânica da carreira de Lewis (!).
Surpresa 5: Ferrari
Assim como Hamilton, surpreendeu de maneira positiva e negativa.

A parte negativa fica por conta do pior início de temporada em toda a história da "Scuderia". Um carro mau concebido, muito em parte pelo desenvolvimento excessivo do projeto de 2008, a proibição de testes e as mudanças de regulamento - que fizeram outras equipes largarem à frente da Ferrari - foram fatores que determinaram esse fracasso.

No entanto, os desempenhos de Kimi na segunda metade da temporada (o oposto da Brawn) merecem o destaque positivo: a vitória na Bélgica e os 4 pódios seguidos foram uma demonstração de muito trabalho por parte da equipe italiana. No entanto, assim como Lewis, esperava-se muito mais da campeã de construtores.

Ficaram dois problemas pendentes para Alonso e Massa: a falta de rapidez nos treinos, e a impossibilidade de bom rendimento em pistas de rua - apesar do pódio em Mônaco, lá no início.
Surpresa 6: Force India

Poderíamos citar Giancarlo Fisichela como a grande surpresa, mas seu desempenho aquém do esperado na Ferrari faz com que não seja ele o escolhido.

No entanto, o que aconteceu em Spa, muito mais que a vitória de Kimi, foi um desempenho absolutamente histórico. Não houve a repercussão necessária e merecida. A Force India passou de "a equipe que jamais pontuou" (nem na versão anterior, a Spyker) para uma pole-position e a segunda colocação na corrida.

Podemos dizer, também, que a vitória de Kimi em muito se deveu ao poder do KERS --vide ultrapassagem pós Eau-Rouge--, inexistente na Force India. Analisado isoladamente, o feito da Force India em Spa/2009 se assemelha à Toro Rosso em Monza/08, à Toleman em Mônaco/84 e à Arrows na Hungria/97.
Como que para reforçar o merecimento da equipe, Adrian Sutil conquistou um memorável quarto lugar no GP da Itália, etapa seguinte.
Surpresa 7: Red Bull

Mesmo que possamos ponderar mil vezes o desempenho da Red Bull, falando sobre os motores Renault ou da enorme quantidade de dinheiro que é investida na equipe, continuaremos sem explicar a belíssima temporada do time austríaco.
A escuderia, que até ano passado contou com o trabalho de David Coulthard, havia obtido como melhores resultados três terceiras colocações: Mônaco 2006 e Canadá 2008 com Coulthard, e Nurburgring 2007 com Webber. Só esse ano, foram 5 vitórias e 5 poles, além de outros 9 pódios. Foram 4 dobradinhas, fazendo vom que seja a equipe que mais conseguiu fazer 1-2 nos GPs (A Brawn obteve 3).
Esses fatores são indicativos suficientes para que se coloque a equipe como uma das grandes supresas do ano. Não custa nada lembrar, também, que já no início do ano a RBR conseguiu andar próxima das Brawn GP, mesmo sem contar com os difusores - superou Williams e Toyota, que contavam com os famigerados.
E venceu os últimos três GPs do ano. Será que em 2010 isso continua?
Surpresa 8: Saídas/Chegadas
Não surpreende a chegada de Jean Todt (surpreende o "suspense" que tentaram fazer). Não surpreende a saída de Briatore (surpreende, sim, o quanto demorou pra acontecer). Não supreende a saída da Toyota, como disse Trulli (surpreende quando disseram que não sairiam mais).
Não surpreenderam as demissões de Nelsinho (mesmo sem o caso Cingapura) ou de Bourdais (não se adaptou). Não surpeende a transferência de Alonso para a Ferrari (ano passado já estava acertada), nem a chegada de Bruno Senna (afinal, ano passado já era pra ter acontecido).
Surpreende, sim, a saída da BMW (na época, claro). Surpreende a chegada-retorno da Lotus. Surpreende Max Mosley ter "largado o osso".
Surpresa 9: Kobayashi
Surpresa grata foi esse garoto. O queridinho da crítica, no momento. Fez por merecer.
Kamui Kobayashi, em apenas duas apresentações, já tem sido celebrado como um dos maiores pilotos japoneses de todos os tempos.
É verdade que ainda lhe falta um resultado "genial" como o pódio de Aguri Suzuki no Japão/1990, a "longevidade" de Satoru Nakajima ou até mesmo a rapidez (sim...) de Takuma Sato. No entanto, Kobayashi chamou a atenção pela sua doação, por pilotar cada GP como fosse o último.
Foi isso que despertou interesse sobre ele em Interlagos, quando ele segurou Button o máximo que pôde, e depois (aqui e em Abu Dhabi) ainda realizar ultrapassagens incomuns para um estreante. Grosjean e Alguersuari, por exemplo, não fizeram nem metade do que Kobayashi conseguiu nessas duas etapas.

Espero que a saída da Toyota não extermine de vez a "onda japonesa" que mencionei na coluna Interlagos 2009.

Surpresa 10: Renault

Aqui, somente surpresas negativas.

A começar pelo desempenho grotesco: esperava-se, ao fim da temporada passada, que o time francês tivesse assumido o terceiro posto novamente. O fato de Alonso ter sido o piloto que mais marcou pontos nas últimas 8 etapas de 2008 (com duas vitórias, um segundo e quatro quartos lugares), além de Nelsinho ter marcado mais pontos do que em toda a carreira, dava a impressão de que o carro havia encontrado o acerto ideal e esse ano, se não pelo título, brigaria por pódios e vitórias constantemente.
Sobrou um ínfimo terceiro lugar.
A outra, e maior, supresa negativa foi o escândalo de Cingapura 2008 - justamente a pista onde, esse ano, a Renault conquistou seu único resultado decente. Trata-se de um dos episódios mais obsuros da história da F-1 e resultou, em última análise, na possível decisão da saída da equipe do mundial: Carlos Gohsn irá se reunir com o conselho mundial, e pode optar pela retirada das pistas. Caso isso ocorra, lamento, apenas, por Robert Kubica.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Notícias - Parte 15

No ar, mais uma coluna de Marcel Pilatti sobre a Fórmula 1, com as últimas de Cingapura, da Renault, de Alonso na Ferrari, dos treinos... enfim, o de sempre.
O carro da Renault, agora sem patrocínios.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Uma imagem...


...vale mais que mil palavras, diz o ditado.

Hoje, saiu o comunicado da FIA - recomenda-se a leitura -, e nele está escrito: "No que se refere a Fernando Alonso, o Conselho Mundial gostaria de agradecê-lo por cooperar com as investigações da FIA e pela participação na reunião. Além disso, o Conselho conclui que Alonso não esteve envolvido de nenhuma maneira com as violações da Renault".
Na justiça, Alonso é inocente. Nada se provou contra ele.
Você, caro leitor, não está lembrando de nada?
As fotos a seguir, que com certeza remeterão o leitor ao ano de 2005, falarão por si.
E que cada um tire suas próprias conclusões.

//

Todo crime tem um dedo-duro, geralmente alguém que tomou parte nele, e se beneficiou de algum modo. Quando o dedo-duro (ou "alcagüete") vem à tona, geralmente ele se veste no manto do "arrependimento", mas todo mundo sabe que é vingança: ou não recebeu tudo o que queria, ou então foi "traído" - no seu entendimento.

No crime, provavelmente haverá aquele que participa de reuniões mais diretas, normalmente a mando de alguém com um "cargo" superior, pondo a sua "cara à tapa", mas obviamente tentando encontrar todos os meios possíveis para que a farsa jamais seja descoberta. Quando isso acontece, o "mediador" age como o delator, pedindo desculpas e assumindo o erro.


Há sempre aquele que é o que comanda tudo, o que realmente manda no negócio, o que tem a ideia e a põe em prática, usando-se, para isso, do mediador e precisando do delator em algum momento. Normalmente ele esquece deste último, ocasionando a descoberta dos planos mirabolantes de início, num misto de megalomania e arrogância...


E sempre há aquele que é o "queridinho do chefe", aquele que sai ileso e aquele cuja imagem acaba por sair imaculada. Normalmente, ele é o mais beneficiado da história toda, justamente por saber se preservar e não se deixar envolver nas tramóias de modo direto. E, no final, ele sempre poderá dizer: "Eu não sabia de nada".

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Notícias - Parte 14

Hoje, no GP Total, foi ao ar mais uma coluna de Marcel Pilatti, comentando as recentes notícias da Fórmula 1. Como não poderia deixar de ser, o maior destaque é para o desenrolar da trama diabólica da Renault em Cingapura, ano passado.
Outras novidades (como a ida de Fisichella para a Ferrari) não tão quentes também estão disponíveis no texto "Pobre Vítima".
Confiram!

terça-feira, 28 de julho de 2009

GP da Hungria

Confiram a matéria de Márcio Madeira no GP Total que, pra variar, está sensacional. O terrível acidente de Massa, a absurda punição à Renault, a vitória de Hamilton e comentários sobre tudo que aconteceu esse fim-de-semana em Hungaroring você encontra aqui.

terça-feira, 21 de abril de 2009

GP da China

Confiram lá no GP Total a coluna sobre o GP da China. É uma prévia das notas que viremos a dar aqui em breve.

Caso alguém não lembre, a(s) pergunta(s) que eu havia feito eram:

a) pode Barrichello voltar a vencer na China?
b) pode Massa voltar ao pódio na China?

Como diria o famoso Seu Saraiva, "pergunta idiota, tolerância zero!"


quarta-feira, 29 de outubro de 2008

GP da China - Notas

Lewis Hamilton
Cassio - 10
Fez barba, cabelo e bigode com toda autoridade. Praticamente garantiu o título deste ano.
Marcel - 10
Dizer o quê? fez a sua única volta mais rápida no ano.
Felipe Massa
Cassio - 6
Atuação abaixo de sua média, não andou perto de Hamilton em nenhum momento na corrida. Pouco pra quem busca o título.
Marcel - 6
Depois da mangueira de CIngapura, me parece que Massa "perdeu a mão". Só o imponderável lhe fará campeão.
Kimi Raikkonen
Cassio - 6,5
Levemente melhor que Massa, ainda teve de deixar o companheiro de equipe passar.
Marcel - 7
Duas vezes seguidas na primeira fila, superando o companheiro de equipe, mas foi tarde demais. Muito longe de Hamilton, na corrida, ainda teve de deixar Massa passar.
Fernando Alonso
Cassio - 7
Boa corrida, andou grande parte da corrida no mesmo ritmo das Ferrari. Muito superior aos pilotos da BMW.
Marcel - 7,5
Bela ultrapassagem no Kovalainen, e um ótimo ritmo com um carro que mal chegava entre os 8, esses tempos.
Nick Heidfeld
Cassio - 6
Só apareceu na TV quando foi punido. Ainda assim, chegou em quinto.
Marcel - 6,5
Bateu Kubica, mais uma vez.
Robert Kubica
Cassio - 6
Não passou ao Q3!!! Mesmo assim, se salvou na corrida e fechou em sexto.
Marcel - 5
Uma pena, a BMW enfraqueceu demais, mas foi mal na corrida.
Timo Glock
Cassio - 6
Largando atrás e pesado, conseguiu chegar nos pontos. Amadureceu muito este ano.
Marcel - 6,5
Depois que bateu, melhorou demais...
Nelson Piquet
Cassio - 5
Não foi páreo para as BMW, que largaram atras de si.
Marcel - 4,5
Nelsinho, "o tanque", mais um ponto com a sua estratégia de parar mais tarde.
Sebastian Vettel
Cassio - 5
Chegou ao Q3, mas decepcionou na corrida.
Marcel - 4
O futuro campeão andou sumido, na Ásia.
David Coulthard
Cassio - 4
Nada fez na corrida. Nem acidentes. Só falta uma!!!
Marcel - 4
É a última!
Rubens Barrichello
Cassio - 7
Levar a Honda ao Q2 não é pra qualquer um. Ainda chegou em 11º.
Marcel - 6
Espero que consiga renovar...
Kazuki Nakajima
Cassio - 4
Nada de relevante fez no fim de semana.
Marcel - 3
Muito fraco.
Sebastién Bourdais
Cassio - 4
Apsesar de ter sido tocado, pouco faria caso não o fosse.
Marcel - 4,5
Sabe aquela nuvenzinha preta?
Mark Webber
Cassio - 4
Bem nos treinos, perdeu 10 posições pela troca de motor e deu adeus às chances na corrida.
Marcel - 4
Leão de treino.
Nico Rosberg
Cassio - 3
Mal!!!
Marcel - 4
Apagadíssimo.
Jenson Button
Cassio - 2
A Honda é ruim, mas Rubens foi 11º!!!
Marcel - 2
Apanhando do Rubinho, de novo. Como é que renovam?
Heikki Kovalainen
Cassio - 2
Fraquinho como de costume.
Marcel - 4
Ainda não sei: Ron Dennis se arrepende ou se contenta?
Adrian Sutil
Cassio - 2
Quebrou o câmbio no início.
Marcel - 2
Quase não correu.
Jarno Trulli
Cassio - 1
Se enroscou em Bourdais e abandonou.
Marcel - 1
Não correu.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

GP do Japão - Notas dos Pilotos

devido à falta de tempo, dessa vez, só as médias...

///

massa - 7,5
uma classificação muito ruim, uma prova cercada de polêmicas - causou uma batida com hamilton, e foi imprudente com bourdais. mas valeu pelo ímpeto do final da prova, onde marcou a volta mais rápida e fez uma ultrapassagem arriscadíssima sobre webber.
raikkonen - 8
melhorou na classificação, e teve um bom ritmo durante a prova, embora no final não atacou Kubica de forma convincente ainda que tivesse mais carro que o polonês...
hamilton - 4
uma ótima pole, uma primeira volta ridícula. foi vítima de massa, mas depois, morreu, não ultrapassando quase ninguém. se não tomar um calmante logo, vai perder de novo...
kovalainen - 5
um bom treino, mas uma largada de segundo piloto. quebrou logo depois.
kubica - 9
está na disputa do título graças a sua consistência porque, como disse Alonso, "sua BMW não anda". Era um vencedor natural da corrida, mas Fernando era quem estava atrás...
heidfeld - 4
um treino ridículo, se alinhando ás force india e honda, e uma corrida parca, terminando em décimo.
fernando alonso - 10
disparado o melhor piloto da atualidade.
nelson piquet - 8
4ª colocação, e 4ª volta mais rápida do GP. muito bem.
jarno trulli - 6
fez o que o carro permitiu, e soube usar da experiência, na largada.
timo glock - 4
abandono prematuro. pelo que vinha fazendo nos treinos, esperava-se mais.
sebastian vettel - 6
não teve o mesmo brilho que vinha tendo, mas foi o suficiente ara pontuar. méritos por chegar ao Q3.
sebastien bourdais - 7
superou Vettel, nesse GP. não teve culpa nenhuma na batida com Massa.
mark webber - 5
conseguiu progredir de sua 13ª posição, mas agiu em alguns momentos como um homicida.
david coulthard - sem nota
mais um encontro com o japa. não teve culpa, mas... faltam dois GPs!
nico rosberg - 5
mais um treino fraquíssimo, ficando atrás do companheiro. na corrida, pouco ou nada. segurou alguns pilotos, mas nada de relevante.
kazuki nakajima - 3
bateu nico pela segunda vez em 16 GPs, o que é importante, mas apronotou logo na largada. só mesmo a grana para a Toyota segurá-lo...
rubens barrichello - 4
superou button nos treinos e na corrida.
jenson button - 3
perdeu para rubens nos treinos e na corrida.
giancarlo fisichela - 2
último nos treinos, abandonou cedo.
adrian sutil - 2,5
superou o companheiro nos treinos, mas abandonou logo de início.

domingo, 28 de setembro de 2008

Que virada!

Fernando Alonso, o maior vencedor da F1 em atividade, chega à sua vitória de número 20, o que o coloca empatado com o também bi-campeão Mika Häkkinen, sendo o 11º piloto com maior número de vitórias na história da categoria.
Foi sorte? teve um pouquinho, sim. Mas vamos rever esse conceito...
///

Ontem mesmo, aqui, fizemos um post rapidíssimo, mostrando uma foto com a desolação de Alonso, após ter ficado sem carro.
Poderíamos dizer que a "sorte" que Alonso teve hoje, na corrida, veio a, no máximo, compensar os problemas de ontem. Revendo, apenas:
Sexta-Feira
Treinos Livres 1: Alonso consegue marcar o sexto melhor tempo, ficando atrás apenas das duas Ferrari e McLaren e de uma BMW;
Treinos Livres 2: Alonso faz o MELHOR TEMPO, superando Hamilton e Massa nos minutos finais.
No somatório dos tempos, Alonso ficou na TERCEIRA POSIÇÃO, atrás apenas de Hamilton e Massa.
Sábado
Treino Livre: Alonso faz, novamente, o MELHOR TEMPO;
Treino Oficial: Alonso faz o sexto tempo na primeira parte da classificação, aquela que serve apenas para "eliminar" os últimos 5 colocados.
Era notório, no paddock e na TV, que Alonso IRIA BRIGAR PELA POLE, e quase indubitavelmente marcaria um dos três melhores tempos, largando junto dos dois postulantes ao título.
Pare tudo. Se você lesse até aqui, você se surpreenderia, em algum momento, se hoje visse que esse mesmo piloto VENCEU A CORRIDA?
Lógico que não.
Mas o que aconteceu foi que, na segunda parte do treino, Alonso NÃO PÔDE MARCAR TEMPO, e ficou em 15º lugar. O piloto ficou completamente desapontado, perdendo todas as chances que tinha, a rigor.
Domingo
E o que ele fez, hoje?
Dos vinte pilotos que largaram, Fernando Alonso foi o ÚNICO a largar comos chamados pneus macios. Pulou de 15º para 11º logo no início e, devido a estar mais leve, foi o primeiro piloto a parar. A partir de então, Alonso só usaria os pneus "duros", enquanto que os outros todos precisariam colocar "macios" em algum momento - o regulamento ordena.
A pergunta: estratégia é sorte?
Alonso, como dito, foi o primeiro a parar, na volta 12, voltando em último. Nelsinho bateu na volta 15. Na volta 15 alguns pararam, e na 16 se iniciaram as paradas dos outros, todos. Ou seja: Alonso parou antes, mas os pilotos todos iriam parar mais ou menos àquela "altura". Ou não foi Felipe Massa que disse que iria parar na volta 15?
Alonso retornou em quinto lugar após todas as paradas se completarem. De qualquer forma, ele retornaria seguramente na zona de pontos. O que o ajudou foi, por exemplo, a Ferrari ter a brilhante idéia de fazer ambas as paradas em seqüência, e o problema de Massa. Outro fato importante: dois dos pilotos que estavam à frente de Alonso ainda não haviam parado.
A parada feita por Alonso foi longa, 9,6 segundos. Desse modo, ele faria para duas paradas, como todos os outros - que fizeram tempos de boxes mais rápidos que Alonso, diga-se. A partir de então, o piloto "sentou a bota", marcou a TERCEIRA MELHOR VOLTA DA CORRIDA, só perdendo para as duas Ferrari. E por muito pouco, coisa de dois décimos pra Kimi, e um para Felipe.
Em resumo: Alonso teria, naturalmente, chego ao pódio numa corrida normal.
Sejamos sinceros, minha gente:
- Alonso já tem 8 pontos a mais que Kovalainen fizera ano passado, com a Renault, restando ainda três provas por vir, e a equipe, graças aos 13 de Nelsinho, já chega aos mesmos 51 do mundial de construtores ano passado...
- A Renault não vencia desde... Japão, 2006 - Alonso ganhara;
- A Renault não largava na primeira fila desde China-2006 (Alonso), e Fernando já o fez, na Espanha, esse ano.
A Renault! Sim, ela mesma, que no começo do ano, não ficava nem entre os 10 primeiros do grid...
///
Ora, pois, Alonso não é o único campeão mundial a amargar um ano de jejum: antes dele, vimos Alain Prost passar todo o ano de 1991 sem vencer. Vimos também Nelson Piquet ficar entre Japão 87- e Japão-90 sem ganhar nenhuma corrida... E vimos, sim, Michael Schumacher, em 2005, ter um ano ainda pior.
Alonso conseguiu hoje, uma vitória; isso o coloca em pé de igualdade com o Schumacher de 2005!
- alguém lembra disso?
Há quem fale do pódio de Nelsinho para desmerecer a conquista de Alonso, hoje. Mas, se ele foi tão sortudo quanto o companheiro, foi "mais azarado" que Schumy em Indianápolis-2005 (havia seis carros na pista....)

///
Alonso declarou, na entrevista coletiva, que essa foi uma "vitória como nos velhos tempos".
Alonso, assim como Roger Federer e Valentino Rossi, vinha sendo dado por vencido. Mas não se pode fazer pouco caso dele - assim como do tenista e do motociclista.

Galvão ficou o fim de semana todo chamando Hamilton e Massa de "os dois melhores pilotos do mundo na atualidade". Tá bom...

Quem viver, verá (aliás, já viu...)

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Os "Mais Jovens"

A vitória de Sebastian Vettel suscitou lembranças sobre quem foi o mais jovem piloto a vencer uma corrida na Fórmula 1, fato que tem sido muito divulgado. O F1 Critics vai agora relembrar as principais marcas de "juventude" na Fórmula 1, desde uma simples participação em GP até a conquista do campeonato mundial.
///
Largada
O mais jovem piloto a largar em um GP é William (Billy) Garret que, no Grande Prêmio de Indianápolis de 1950, tinha 17 anos, 1 mês e 6 dias (!!!). Porém, nos anos 50, pilotos que disputavam Indy normalmente não corriam as outras etapas do calendário, e vice-versa.
Explica-se: no começo da década, as 500 milhas de Indianápolis faziam parte do calendário de Fórmula 1. Porém, muitos pilotos não viajavam para os EUA nessa data, e 95% do grid era formado apenas por americanos, que não conseguiam se classificar (nem tentavam) para o circuito europeu.
Desse modo, o mais jovem da história a largar em um GP de Fórmula 1 foi Mike Thackwell que, no GP da Holanda de 1980, alinhou no grid uma Tyrrel quando tinha apenas 19 anos, 5 meses e 1 dia.
///
Classificação
O mais jovem piloto a terminar um GP é Fernando Alonso. Com sua incrível Minardi, Alonso, aos 19 anos, 8 meses e 5 dias, terminou na 12ª posição o Grande Prêmio da Austrália de 2001, justamente a primeira corrida do piloto espanhol na Fórmula 1 – que, por questão de 3 meses, não foi o recordista de largar mais jovem.
Naquela corrida, Fernando havia largado na 19ª posição, o que, para uma Minardi, é esplendoroso: ele largou à frente de Tarso Marques, seu companheiro de equipe, que foi o 22º (último). Fernando fez um tempo 2s571 melhor que o parceiro! Claro que Tarso Marques não é o melhor parâmetro, mas uma diferença tão grande, com o mesmo equipamento...
Alonso também partiu à frente de Gastón Mazzacane (20º), piloto da Prost, e de Luciano Burti (21º), que pilotava uma Jaguar. Ambos fizeram tempos no mesmo segundo (1m30s) de Alonso, o que reforça a idéia de massacre a Marques.
///
Pontuação
A exemplo do recorde de largada, esse "quesito" também é discutido (e aqui com duas versões diferentes): se analisarmos superficialmente, o recorde pertence a Sebastian Vettel: No GP dos EUA de 2007 (quando o estreava substituindo o acidentado Robert Kubica), o alemão chegou na 8ª posição, somando, assim, um ponto. Tinha o jovem piloto 19 anos, 11 meses e 14 dias.
Porém, foi somente a partir de 2003 que o 7º e 8º colocados passaram a somar pontos. Se formos levar em conta esse aspecto, o mais jovem pilotos de todos os tempos a terminar uma corrida entre os 8 primeiros foi Chris Amon: No Grande Prêmio da França de 1963, Amon foi o 7º colocado com um RHH Parnell; tinha ele 19 anos, 11 meses e 9 dias.
Já se levarmos em conta a pontuação como era até o ano de 2002 - até o sexto colocado -, o inglês Jenson Button, hoje parceiro de Barrichello na Honda, seria o mais jovem: no GP do Brasil de 2000, seu segundo na categoria, Button completou a prova na sexta posição pilotando a renascente Williams. Ele tinha 20 anos, 2 meses e 7 dias naquela corrida.
///
Pódio
Esse recorde é um dos três que de agora em diante serão pertencentes a Sebastian Vettel, e um dos três em que ele desbancou Fernando Alonso nesse último GP de Monza: no Grande Prêmio da Malásia de 2003, o segundo daquela temporada e 19º da carreira do espanhol, Alonso chegou na terceira posição com 21 anos, 7 meses e 24 dias. Agora, na Itália, Vettel atingiu o feito com 21 anos, 2 meses e 11 dias.
///
Pole-position
A descrição é praticamente a mesma do recorde de pódios, mudando apenas em um dia a data, tendo em vista que os treinos acontecem aos sábados e as corridas aos domingos. Vettel é o mais jovem piloto a marcar pole-position em todos os tempos, com a brilhante marca de 21 anos, 2 meses e 10 dias. Alonso detinha o recorde, com 21 anos 7 meses e 23 dias.
///
Volta mais Rápida
Nico Rosberg estreou na Fórmula 1 no GP do Bahrein de 2006 e logo nessa corrida marcou a melhor volta. Tinha o alemão apenas 20 anos, 8 meses e 18 dias.
///
Vitória

A marca mais comentada do fim-de-semana. Vettel superou a marca de vencedor mais jovem da Fórmula 1. E, tal qual as outras duas marcas, o detentor anterior do recorde era Alonso. Mas diferentemente do espanhol, Vettel obteve as três marcas numa mesma corrida.
Alonso, embora fosse pole e chegasse ao pódio no GP da Malásia, levaria mais alguns GPs para vencer: o fez na Hungria, em 2003. Tinha, então, 22 anos e 26 dias. Vettel atingiu o feito com a mesma data citada nos pódios: 21 anos, 2 meses e 11 dias.
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Título
Embora tenha perdido o recorde de precocidade no que se refere a um único GP, Alonso ainda mantém a melhor marca de idade para vitória num campeonato. Quando, em 2005, o espanhol sagrou-se campeão do mundo em Interlagos, com 2 provas de antecipação, tinha apenas 24 anos, 2 meses e 1 dia.
Esse recorde, por muitos anos, pertenceu a Emerson Fittipaldi. Quando, em 1972, Emerson foi campeão do mundo em Monza, tinha 25 anos, 9 meses e 28 dias. Esse recorde de Alonso será quebrado esse ano caso Lewis Hamilton seja campeão mundial: o inglês, nascido em 7 de janeiro de 1985, terá completado 23 anos, 9 meses e 26 dias no GP do Brasil desse ano, 4 meses a menos do que Alonso tinha em Interlagos-2005.
Mas Alonso também possui seu nome registrado como o mais jovem bi-campeão (dois títulos sequenciais) de todos os tempos: no GP Brasil de 2006, Alonso tinha 25 anos, 2 meses e 23 dias. Esse recorde parece ser mais difícil de quebrar do que o primeiro.

domingo, 14 de setembro de 2008

GP da Itália - Parte III

E ele conseguiu!

Sebastian Vettel, equipado com uma Toro Rosso, que é apenas a 6ª melhor equipe, o jovem alemão de 21 anos, 2 meses e 11 dias vence pela primeira vez na categoria. Com essa idade, supera o recorde de Fernando Alonso e se torna o mais jovem piloto a vencer uma corrida de Fórmula 1 em todos os tempos.

Alonso, aliás, fez questão de ir cumprimentá-lo ao fim da corrida, dando mostras avessas da pretensa arrogância que tentam lhe imputar. Para quem duvida, Alonso, por protocolo, não poderia ter entrado no local, reservado apenas aos três primeiros colocados.

Já era tempo: No GP da China de 2007, Vettel largou em 17º e encerrou em 4º. Numa corrida com pouquíssimos abandonos. Com a mesma Toro Rosso. Que não era nem a sexta melhor equipe. E na chuva. Vettel é bom de chuva: além desse GP da China, conquistou esse ano, em Mônaco, um 5º lugar, debaixo d'água.

Em vista do campeonato atual, a mudança de equipe de Vettel da Toro Rosso para a Red Bull parece furada: há alguns GPs que a STR superou a RBR em performance. Temo pelo que isso possa representar na carreira do jovem alemão, todavia creio que da mesma forma que a Toro cresceu com ele, da mesma forma a RBR irá melhorar.

Webber deverá se aposentar ano que vem.

A corrida

Foi bom o GP. Tivemos várias ultrapassagens, os principais nomes do campeonato muito atrás, tendo de lutar. Depois de Vettel, o melhor do GP foi Hamilton. Largando em 15º, o piloto chegou em 7º, só não chegando mais à frente porque teve de fazer uma parada a mais que planejado, para trocar pneus.

Hamilton sabia que teria de se arriscar, pois largava no fundo do grid, e Massa vinha em sexto. Isto é, se assim continuasse, Massa passaria o inglês na tabela por 1 ponto, assumindo a liderança.

A sorte de Hamilton é que estava chovendo: sorte dupla, aliás. Sorte porque ele, Hamilton, é bom na chuva, e naturalmente iria conseguir melhorar posições. E sorte também porque Felipe Massa e chuva são coisas que não se entendem, e isso faria - como fez - com que Massa dificilmente somasse mais pontos que os 3.

Aliás, Massa só foi sexto graças à "não largada" de Sebastien Bourdais: não fosse isso - e a parada "extra" de Hamilton - Massa chegaria, no máximo, em oitavo. Fernando Alonso, com a fraca Renault, terminou à sua frente, com mais um ótimo quarto lugar, ultrapassando Trulli na classificação geral, e recolocando a Renault como 4ª colocada no campeonato. O espanhol carrega o time nas costas.

Kimi Räikkonen, pra variar, marcou a volta mais rápida da corrida: é a 8ª em 14 GPs esse ano, o colocando cada vez mais próximo à marca de Alain Prost. Mas, de que adianta? Kimi, mais uma vez, não pontuou, e agora está cada vez mais fora do campeonato.

Kubica, que lhe havia ultrapassado na Bélgica, agora com o terceiro lugar amplia sua vantagem para o finlandês para 7 pontos. Nick Heidfeld, também da BMW, já foi a 53, e está a apenas quatro de Kimi. E o compatriota do piloto ferrarista, Heikki Kovalainen, também se aproxima de Raikkonen na classificação: hoje foi segundo colocado, ficando somente 6 pontos atrás.
Agora faltam 4 corridas, Massa e Hamilton separados por apenas um ponto, equilíbrio total (obrigado, FIA!). Os dois são os únicos postulantes à taça, embora Kubica, matematicamente, tenha chances, e Raikkonen afirme não ter desistido. Mas paece que, realmente, a renovação do contrato de Kimi é algo pró-Massa, em retribuição ao ano passado.

Classificação

Pilotos

01) Lewis Hamilton - 78
02) Felipe Massa - 77
03) Robert Kubica - 64
04) Kimi Räikkonen - 57
05) Nick Heidfeld - 53
06) Heikki Kovalainen - 51
07) Fernando Alonso - 28
08) Jarno Trulli - 26
09) Sebastian Vettel - 23
10) Mark Webber - 20
11) Timo Glock - 15
12) Nelson Piquet - 13
13) Rubens Barrichello - 11
14) Nico Rosberg - 9
15) Kazuki Nakajima - 8
16) David Coulthard - 6
17) Sebastien Bourdais - 4
18) Jenson Button - 3
19) Adrian Sutil/Fisichella - 0

Construtores

01) Ferrari - 134
02) McLaren - 129
03) BMW - 117
04) Toyota - 41
05) Renault - 41
06) Toro Rosso - 27
07) Red-Bull - 26
08) Williams - 17
09) Honda - 11
10) Force India - 0

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

O fim das especulações

Muito tem se falado sobre o futuro de Kimi Raikkonen na F1. Rumores apontavam que o campeão estaria desmotivado, e poderia deixar a categoria ainda no fim desta temporada. Esta semana o jornal espanhol 'AS' apontou uma nova possibilidade: Kimi Raikkonen correria pela BMW em 2009, abrindo uma vaga para Alonso na Ferrari. Porém, nesta sexta-feira (29) o presidente da equipe italiana, Luca di Montezemolo, veio a público para confirmar a permanência do finlandês na equipe vermelha até o fim de 2009.
Ainda, quando perguntado sobre as especulações Alonso-Ferrari, o dirigente disse ser "frustrante ver um campeão como Fernando fora do top-10 em Valência".
Com isso, o curso natural das coisas indica que Alonso deve continuar correndo pela Renault na próxima temporada, enquanto aguarda uma vaga certa na Ferrari, em 2010.
Equipe F1 Critics.

sábado, 16 de agosto de 2008

Desfazendo Mitos - Parte 2

Nesta segunda parte, o F1 Critics derrubará o seguinte mito: Michael Schumacher só perdeu o título de 2006 pela quebra do motor em Suzuka.
Os admiradores e fãs do piloto alemão têm disseminado esta falácia para explicar de forma simples e cabal a perda do título para o prodígio espanhol. Fazem isso como se o fato de perder para o campeão mais jovem da história fosse algum demérito.
Para um espectador desatento, esta frase parece correta. Alonso e Schumacher chegaram empatados em pontos no Japão, palco da penúltima corrida da temporada. Na corrida, Massa largou na pole, seguido por Schumacher. Alonso foi apenas o quinto no grid. Em 14 voltas, o alemão liderava, seguido por Alonso. Faltando 16 voltas para o fim, o motor da Ferrari quebra e a vitória cai no colo do piloto espanhol.




Mas então, vejamos o que realmente aconteceu nesta ótima temporada, a última de Schumacher nas pistas.
A primeira metade da temporada foi dominada pela Renault, com 7 vitórias em 9 GPs, sendo 6 delas de Alonso. Além das vitórias, o espanhol conquistou ainda 3 segundos lugares, anotando 93% dos pontos possíveis. Schumacher conseguiu duas vitórias, 4 segundos lugares, um quinto, um sexto e um abandono por erro de pilotagem, anotando 66% dos pontos possíveis.
A segunda metade foi dominada pela Ferrari, com 7 vitórias em 9 GPs, sendo 5 delas de Schumacher. Além das vitórias, o alemão conquistou um terceiro, um quarto e um oitavo lugar, somando 69% dos pontos possíveis. Alonso conseguiu apenas uma vitória neste período, mas conquistou 4 segundos lugares e 2 quartos lugares, somando 55% dos pontos possíveis.
Nota-se, então, que Alonso aproveitou muito bem a metade do campeonato em que teve o melhor carro, ao contrário de Schumacher, que não obteve um bom aproveitamento quando teve o melhor carro.
Ora, então a vitória que falta para Schumacher é exatamente a do Japão!!! Será?
Considerando que o alemão não abandonasse no Japão, ele anotaria 80% dos pontos possíveis na segunda metade do campeonato, ainda muito abaixo dos impressionantes 93% de Alonso na primeira metade. Logo, não foi apenas pelo abandono no Japão que Schumacher perdeu este título.
Mesmo assim, alguns fãs mais ortodoxos (ou desinformados) dizem que Schumacher foi mais prejudicado durante a temporada, pois além de um motor estourado enquanto liderava, ficou estacionado atrás de Massa no reabastecimento do GP da Turquia, trocando uma vitória certa pelo terceiro lugar, atrás de Alonso.




O que estes fãs não lembram (ou preferem não lembrar) é que Alonso foi tão ou mais prejudicado que Schumacher ao longo da temporada. Duvida? Então vejamos.
Durante todo o ano, tanto Alonso quanto Schumacher abandonaram duas vezes. O alemão bateu sozinho na Austrália (andava em 6º) e teve um motor estourado no Japão (andava em 1º). O espanhol teve uma roda solta na Hungria (andava em 1º) e um motor estourado na Itália (andava em 3º). Vale lembrar que Alonso foi punido injustamente nos treinos do GP da Itália, por ter supostamente atrapalhado Massa em sua volta rápida (se alguém conseguir ver isto no vídeo, ganha um algodão doce). Tendo de largar em décimo, forçou seu carro ao máximo na busca dos pontos durante a corrida.




Em resumo, Schumacher perdeu 13 pontos, contra 16 perdidos pelo espanhol. Mas observem: Schumacher perdeu 10 pontos por falhas mecânicas, enquanto Alonso perdeu 16.
Por outro lado, Schumacher teve desempenho pífio em 4 corridas: Malásia (6º lugar), Austrália (bateu), Mônaco (5º lugar) e Hungria (8º lugar após a desclassificação de Kubica). Alonso teve desempenho fraco em apenas duas corridas: EUA (5º lugar) e Alemanha (5º lugar). Em resumo, enquanto Alonso levou 8 pontos em duas corridas, Schumacher precisou de 4 para somar a mesma quantidade.
Mas devemos lembrar das falhas das equipes!!!
Na Turquia, a Ferrari permitiu que Massa fizesse o pit-stop à frente de Schumacher, forçando o piloto alemão a esperar para fazer o reabastecimento. Com isso, Alonso tomou a segunda posição de Schumacher. Caso voltasse em segundo, é certo que Massa cederia a vitória para o companheiro de equipe. Portanto, Schumacher perdeu 4 pontos por culpa das estratégias da equipe.
Na China, Alonso dominava a prova sob chuva com pneus intermediários, mas em seu primeiro pit-stop a equipe francesa optou por trocar apenas os pneus dianteiros!!! Resultado: a vantagem de 20 segundos se transformou em uma desvantagem de 25 segundos em apenas 13 voltas, arruinando as chances de vitória de Alonso. Algo semelhante aconteceu com Raikkonen no GP da Inglaterra de 2008. De qualquer forma, o espanhol mostrou sua superioridade compensando a falha de estratégia da equipe com um ótimo 2º lugar.
Em suma: Schumacher perdeu 4 pontos por estratégias da equipe, enquanto Alonso perdeu 2, que poderiam ser mais caso não fosse um ótimo piloto.
Após estas considerações, façamos os cálculos:


É fácil observar que Alonso perdeu mais pontos que Schumacher. Além disso, Alonso perdeu 16 pontos por falhas mecânicas contra 10 de Schumacher. Ou seja, de forma alguma o piloto alemão foi mais prejudicado do que o espanhol durante a temporada!!!
Assim, a equipe F1 Critics derruba mais um mito, mostrando que não foi pelo motor estourado que Schumacher perdeu o campeonato de 2006, mas sim porque Alonso mostrou uma grande superioridade ao longo da temporada, aproveitando de forma excepcional o período em que teve o melhor carro do grid.
Até a próxima.

sábado, 21 de junho de 2008

Considerações sobre os treinos - ou "da travadinha no dianteiro esquerdo"

"A McLaren está morta". Parafraseando o início de "Assim Falava Zaratustra", de Nietzche, declaramos aqui que a equipe McLaren-Mercedez está enferma. Como já mostrado no post anterior, aquele "meio segundo" (ou seis décimos?) que Alonso afirmou ter trazido para a equipe inglesa - e todo mundo julgou ser apenas chororô (é assim que fala?) do espanhol - agora estão sendo refletidos: a equipe é apenas a 3ª no mundial de construtores, e mesmo em pistas onde ano passado foi bem, esse ano está indo mal.

Mas o nosso decreto/profecia sobre a "morte" da McLaren se refere ao GP da França: Lewis "melhor que Alonso" Hamilton marcou o terceiro tempo hoje, mas, devido à atrocidade cometida em Montreal, partirá do 13º posto. Já Heikki Kovalainen, que fez o 5º tempo, partirá em 10º, após ter atrapalhado a melhor volta de Mark Webber, ainda na 2ª parte dos treinos. Esperava-se que, para quem precisa, Hamilton conseguisse a pole, partindo em 11º, mas as Ferrari estavam muito melhores, e chegam à pole de número 200 de sua história.

E essa marca foi conquistada por... Kimi Räikkönen! O finlandês bota ordem na casa, e parte em 1º, com Felipe Massa ao seu lado. Felipe teve boas chances de conseguir a 1ª posição, mas, nas palavras de Galvão "sabe tudo" Bueno, foi "aquela travadinha no dianteiro esuqerdo" que o fez perder a melhor volta. Com isso, Raikkonen, que ficaria mais leve, abdicou da 2ª tentativa, e agora parte com a mesma gasolina de Felipe...

Na terceira colocação, o já não tão surpreendente - alguém ainda se surpreende ao vê-lo tirando leite de pedra? - Fernando Alonso, com a cadeira elétrica da Renault. Nelsinho Piquet, cometa a proeza de largar em 9º, devido às punições, das McLaren, fazendo, até então, seu melhor GP na F1. Kubica, líder do mundial, partirá em 5º, também beneficiado pelas punições.


Interessante calcularmos o Mundial.

1- Kubica, 42;
2- Hamilton, 38;
3- Massa, 38;
4- Raikkonen, 35

Pelas posições do grid, isto é, sem alterações, ficará assim:

1- Massa, 46 (2 vitórias);
2- Kubica, 46 (1 vit.) ;
3- Raikkonen, 45 (3 vits.);
4- Hamilton, 38 (2 vits.)


É importante notar que Raikkonen, Alonso e Kubica partem do lado limpo da pista, tendo, teoricamente, vantagem sobre os pilotos das posições pares (Massa e Trulli). Ano passado, foi isso que ajudou a garantir a vitória de Raikkonen: o finlandês partiu em terceiro, e logo na largada passou Hamilton, segundo. Depois, no pit stop, deu o bote em Felipe Massa.

E amanhã?...

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Considerações sobre os treinos livres

No 1º treino, pela manhã:

1- Massa
2- Hamilton
3- Kovalainen
4- Raikkonen
5- Kubica
6- Alonso

No 2º treino, à tarde:

1- Alonso
2- Massa
3- Raikkonen
4- Hamilton
5- Vettel
6- Kovalainen

Impressão minha ou esse Fernando Alonso Díaz, bicampeão mundial e dono de 19 vitórias na Fórmula 1, é bom de braço?

Ano passado, no GP da China, Sebastian Vettel, da Toro Rosso (3ª pior equipe), chegou ao 4º lugar, tendo largado na 17ª posição, numa corrida que contou com apenas 5 abandonos. Um Feito extraordinário. Pouco tempo depois, Flavio Gomes escreveu uma coluna afirmando que o piloto alemão "já fez mais que Hamilton", o "Robinho", "fenômeno da Fórmula 1". Concordo totalmente, mas reconheço que, para a maioria, é muito difícil assumir que você conquistar uma 4ª posição com um carro ruim é algo mais impressionante do que 4 vitórias com o melhor carro.

Cito esse caso para falar de Alonso e sua performance. O piloto anda numa equipe que é, com muito esforço, a 5ª melhor: anos-luz atrás da Ferarri, e a uma vida de BMWs e McLarens, a Renault também em tido desempenho inferior à Red-Bull que, oh!, é equipada também com motores Renault. Alonso não tem convertido em resultados o seu talento e o seu enorme esforço com a equipe medíocre. São 9 pontos em 7 corridas, o que, para a turma do "só com o melhor carro", é mais do que um trunfo.

Mas Alonso só não está mais à frente no campeonato, porque o carro, além de ruim, tem-no deixado na mão muitas vezes: no GP da Espanha, por exemplo, Alonso marcou o segundo melhor tempo nos treinos, o que é algo fantástico, principalmente porque a Renault, em 2007, não alinhou NENHUMA vez na primeira fila. Bastou que Fernando voltasse para as coisas mudarem de figura. Naquela corrida, Alonso andou boa parte entre os três primeiros, e tinha grandes chances de um 5º lugar quando o motor estourou: seriam 4 pontos.

Na última corrida, no Canadá, Alonso podia até vencer (graças à genialidade de Lewis gênio Hamilton), e estava causando suor em Heidfeld quando o seu câmbio travou - há quem julgue um erro do espanhol, lógico! -, tendo de abandonar imediatamente. Pouca gente nota, porém, que Alonso manteve-se o tempo todo á frente da Ferrari de Felipe Massa, sem jamais ser ameaçado de verdade. Contando com a barbeiragem de Lewis, Alonso teria, pelo menos, um 3º lugar na conta: mais 6 pontos.

No GP de Mônaco, acabou por precipitar-se, tentando uma ultrapassagem num lugar quase impossível. Não contaremos, portanto, nenhum ponto a seu favor, embora há que se reconhecer a bela corrida que ele vinha fazendo. No Bahrein, onde foi décimo, há que se contabilizar pelo menos um 7º lugar, só não conquistado por conta de (ele, de novo!) mais uma atrocidade de Hamilton, que enfiou o carro na parte de trás do Renault: mais 2 pontos.

Portanto, Alonso perdeu, não por erro e sim por "azar" - não no sentido popularesco - 12 pontos, o que lhe conferiria 21 pontos no Mundial. 21 pontos, para efeito de comparação, é tudo o que Giancarlo Fisischela conquistou nos 17 GPs de 2007! Além disso, 21 pontos colocariam Fernando em sexto no mundial, à frente de Heikki Kovalainen, piloto da (oh, surpresa!) McLaren, ex-equipe de Fernando. O talento de Alonso, muito mais que na eventual melhora da Renault, está à prova pela decadência (sem elegância) da McLaren.

Vejam: Ao final da 7ª etapa de 2007 a McLaren contabilizava 106 pontos no mundial: agora, são 53. Isso mesmo, ME-TA-DE dos pontos! Na 7ª corrida de 2007, a McLaren contabilizava 4 vitórias, e a Ferrari três; hoje, são 2 vitórias do time de Ron, ante 4 da Ferrari e uma da BMW. Isso mesmo, ME-TA-DE das vitórias (vale lembrar que foram duas de Alonso e duas de Lewis); Em 2007, a McLaren marcara a primeira fila consecutivamente nas 3 recentes corridas até a 7ª etapa; Hoje em dia... NENHUMA. E, por fim, a McLaren liderava ambos os mundiais à essa altura, no ano passado. Hoje, é a terceira, 17 pontos atrás da segunda.

Loucura? Coincidência? O engenheiro construiu mal o carro? Houve azares para os pilotos? Ou Alonso faz falta?... Se cuidem, Raikkonen, Hamilton, Kubica e Massa. Aproveitem enquanto há tempo!

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Canadá 2008 (balanço)


Na sua coluna de hoje (ver em: http://ultimosegundo.ig.com.br/paginas/grandepremio/materias/489501-490000/489665/489665_1.html ) Reginaldo Leme afirmou, categoricamente “Massa saiu no lucro” – falando do GP do Canadá, e Mônaco, também. Pois eu concordo em gênero, número e grau com nosso mais famoso jornalista de Fórmula 1 do Brasil. Mas as razões talvez não sejam as mesmas.

Massa saiu no lucro, sim, pois não se esperava que ele fosse além de 10 pontos na soma desses dois GPs, isto é, dois quartos lugares; saiu no lucro porque ninguém cogitava que ele pudesse somar que mais de 10 pontos, coisa que, de fato, aconteceu. Mas saiu no lucro porque, embora não tenha feito nada de excepcional, seus principais rivais deixaram a desejar.

Hamilton foi brilhante em Mônaco, mas terrível no Canadá. No fim das contas, somou os mesmos pontos que Felipe. Kimi foi ainda pior: embora tenha marcado a volta mais rápida em ambos os GPs (algo que tem sido uma constante), não pontuou em nenhum: em Mônaco, erros incontáveis; no Canadá, vítima das barbeiragens de Lewis.

Com isso, Massa que antes das provas somava 28 pontos contra os mesmos de Lewis, e tinha 7 de desvantagem para Kim, agora vê-se 3 pontos a frente do companheiro e com a mesma pontuação do inglês, perdendo no critério de desempate porque o inglês teve um abandono contra dois do brasileiro.

Massa saiu no lucro porque, mesmo cometendo erros como a escapada em Mônaco e a fraca classificação no Canadá (que lhe tiraram chances de vitória em ambas as corridas) conta agora com as circunstâncias a seu favor, pois os rivais diretos tiveram dias ainda piores.

É fato que Kimi não deverá mais cometer barbeiragens e Hamilton não cometerá as mesmas proezas do Canadá (tenho lá minhas dúvidas...). Massa cometeu duas grosserias, também, mas ambas no início do ano (Austrália e Malásia). Kimi também contabiliza dois erros capitais (Austrália e Mônaco), assim como Lewis (Bahrein e Canadá).

Quem sai bem nessa é Kubica, piloto “de ponta” que pontuou em mais GPs (6 de 7), e o único que não teve abandono em virtude de erro (Austrália). Lidera com méritos, e não por mera sorte: desde quando não errar é ser sortudo? E desde quando errar é azar?

Estive fazendo um levantamento, e constato que Massa, em 2007, estava com mais pontos a essa altura do campeonato e, principalmente, tinha maior vantagem para Kimi.

Vejamos:

Classificação do Mundial 2007 após a 7ª etapa:

1 – Hamilton (58)
2 – Alonso (48)
3 – Massa (39)
4 – Kimi (32)

Classificação atual:

1 – Kubica (42)
2 – Hamilton (38)
3 – Massa (38)
4 – Kimi (35)

Podemos notar que Felipe tinha, então, 1 ponto a mais do que soma hoje, enquanto que Raikkonen somou 3 a menos que atualmente. Isso significa que a diferença de Felipe para Kimi, hoje em 3 pontos, era de 7, ano passado.

Outra coincidência (?) é que, no ano passado, Felipe foi igualmente mal nas duas primeiras etapas, e depois teve uma melhora súbita:

Classificação do Mundial 2007 após a 2ª etapa:

1 – Alonso (18)
2 – Kimi (16)
3 – Lewis (14)
(...)
5 – Massa (7)

Classificação 2008:

01 – Hamilton (14)
02 – Kimi (11)
(...)
12 – Massa (0)

Podemos notar que, embora Felipe não tenha ido tão mal quanto esse ano (haveria como?) a diferença para seu companheiro de equipe era quase a mesma (9 em 2007, 11 nesse ano).
Em 2007, Felipe venceu a 3ª e 4ª estapas, e foi terceiro na quinta, enquanto que Kimi teve um terceiro, um abandono e um oitavo. Portanto, na 5ª corrida de 2007 o brasileiro somava 33 pontos contra 23 do companheiro. Nesse ano, antes de Mônaco, Massa tinha 28 pontos, Kimi 35.


Massa, no Brasil - 2006: "será que ele agüenta?"

O final do campeonato de 2007, todo mundo sabe: Massa foi o 4º no mundial, o único que não chegou à margem de 100 pontos, e o que obteve menos vitórias: venceu 3, contra 4 de cada um da McLaren, e 6 do finlandês.

Raikkonen venceu nada menos que 5 corridas a partir da 8ª etapa de 2007. E foi justamente na França e na Inglaterra (próximas duas do calendário atual) que começou a descontar a diferença para Felipe, até acabar com 16 pontos a mais que o brasileiro.

Pelo que vimos, esse ano Kimi está mais próximo Felipe do que esteve no ano anterior. Logo, a tendência é que ele se aproxime e vença mais. Mas não somos futurólogos.

Um ponto importante é que Massa tinha, em 2007, dois pilotos super combativos na McLaren como adversários. Esse ano, também enfrenta dois outros fortes adversários, mas estão em duas equipes diferentes (Lewis na McLaren, e Kubica na BMW), e que são consideravelmente menos potentes e confiáveis que a Ferrari.

Vamos aguardar e ver.

domingo, 25 de maio de 2008

GP de Mônaco de 2008 - Resultado

Até agora, a melhor corrida da temporada. Estranho ouvir isso quando o GP em questão é Mônaco, etapa tradicionalmente conhecida pela monotonia e pela dificuldade em se realizar ultrapassagens - aquelas históricas 40 voltas de Coulthard atrás de Bernoldi, em 2001, provam isso. A vitória ficou com Lewis Hamilton, da McLaren, que agora lidera o mundial com três pontos de vantagem para Kimi (2º), e quatro a mais que Felipe Massa (3º).

Massa, após uma surpreendente pole - por ser ele, e não pelo tempo, tendo em vista que estava mais leve -, acabou conquistando a terceira colocação. Vinha muito bem e tinha boa vantagem quando, na volta 8, após uma batida entre Coulthard e Bourdais, o Safety Car entrou. Porém, ao contrário do que Lord Galvão Bueno quer nos passar, não foi aí que Massa perdeu a chance de vitória.

Foi na volta 15 que aconteceu o fato que impediria o brasileiro de vencer: na "Saint-Devote", primeira curva após a linha de chegada, Massa escapa e tem de fazer um giro para retornar à pista. Nesse mesmo momento, Robert Kubica já o estava ultrapassando. É algo interessante de se notar que, ao contrário de muitos que rodaram (como o outro brasileiro, Nelson Ângelo Piquet, que abandonaria nessa mesma curva), Massa usava pneus intermediários, e NÃO USAVA pneus lisos.

Aliás, devemos registrar que Felipe, além de admitir "não gostar" de Mônaco, parece ter problemas especialmente como essa curva. Mas Massa acabou se saindo relativamente bem: levou uma "sorte" pois Raikkonen, seu companheiro de equipe e adversário direto na disputa pelo título, esteve num dia pior: tudo começou por um erro crasso cometido pela equipe, o mesmo que haviam feito no GP do Japão de 2007 (registre-se aqui que, curiosamente, a equipe da TV não falou que a Ferrari estaria favorecendo o brasileiro em detrimento do finlandês).






Na volta de número 11, o finlandês foi obrigado a passar pelos boxes, como forma de punição; 15 voltas depois, na 26, Kimi teve uma leve batida na mesma curva de Massa e Piquet, ficando com a asa dianteira danificada. Ele voltou aos boxes para trocar o bico, e mais lambança: a equipe atrasou sua parada, perfazendo um total de 16,1 (registre-se aqui que, curiosamente, a equipe da TV não falou que a Ferrari estaria favorecendo o brasileiro em detrimento do finlandês).

E, por fim, já nas últimas voltas, quando estava em 5º com grandes chances de chegar em 4º - o que daria a Raikkonen 5 pontos no certame, e o colocaria como líder, 6 pontos acima de "Felipe Massa do Brasil" -, o Ferrari fica visivelmente desgovernado e leva o conterrâneo de Mika Häkkinen a bater em Adrian Sutil, terminando a prova em 9º. Registre-se aqui a alegria da TV ("eram os pontos da Malásia!"), e que o piloto da Force India isentou o finlandês de culpa.

E onde estava Hamilton? O piloto inglês, que logo no início da prova havia batido e teve de fazer trocas nos boxes, passou a liderar a corrida na volta de número 32, após a parada de Felipe e de Robert Kubica (que parara na volta 26). A partir de então, Lewis começou a liderar, abrindo boa vantagem, que o permitiu parar novamente nos boxes e retornar ainda em 1º, numa vitória tranqüila e com muita autoridade.
Além da ótima atuação do piloto inglês, merece destaque o já citado polonês, que terminou em 2º, mas foi praticamente o único dos pilotos que não cometeram nenhum erro durante toda a corrida.
Também merece menção honrosa o australiano Mark Webber, que com a 4ª posição no GP chega a 15 pontos, os mesmos de Heikki Kovalainen da McLaren, que hoje encerrou a corrida em oitavo. Outro brilhante foi Sebastian Vettel, da fraquíssima Toro Rosso, que marcou um 5º lugar. Kazuki Nakajima (o filho daquele), foi o sétimo. E, por fim, vale falar nos 3 pontos de Rubens Barrichello: com esse sexto lugar, o brasileiro põe fim ao jejum do ano passado.
Vale lembrar que, esse ano, na Austrália, Rubens também fora o sexto, mas acabou sendo desclassificado. E, curiosamente, foi com essa desclassificação de Rubens que Kimi Raikkönen conquistou o ponto que agora o separa de Massa. Kimi, aliás, apesar de todos os problemas que enfrentou registrou a volta mais rápida da corrida, e igualou a marca de Jim Clark, com 28 recordes de pista. O finlandês só está atrás de Schumacher (76), Prost (41) e Mansell (30).
Confira a classificação do mundial de pilotos e de construtores:
PILOTOS
  1. Lewis Hamilton - 38
  2. Kimi Raikkonen - 35
  3. Felipe Massa - 34
  4. Robert Kubica - 32
  5. Nick Heidfeld - 20
  6. Heikki Kovalainen - 15
  7. Mark Webber - 15
  8. Fernando Alonso - 9
  9. Jarno Trulli - 9
  10. Nico Rosberg - 8
  11. Kazuki Nakajima - 7
  12. Sebastian Vettel - 4
  13. Rubens Barrichello - 3
  14. Jenson Button - 3
  15. Sebastian Bourdais - 2

CONSTRUTORES

  1. Ferrari - 69
  2. McLaren - 53
  3. BMW - 52
  4. Williams - 15
  5. Red-Bull-Renault - 15
  6. Renault - 9
  7. Toyota - 9
  8. Toro Rosso - 6
  9. Honda - 6